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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Off - Dicas mundanas

1º Caso
É uma pena não ter achado o post original. "Homens" assim não são exemplos para ninguém.
Possivelmente estão desesperados por uma novinha, mesmo que ela ainda esteja fedendo a leite, não pela idade, mas sim pelo leite dos papais não confirmados.
Esses palermas acham que cuidar de criança é brincadeira e que irão ter uma vida tranquila ostentando a novinha. Pobres coitados.

Dica: Não seja estes caras!

2º caso
Uma contradição atrás da outra, a única coisa que faz sentido é ser feminista, esquerdista. Enfim mesmo com todos os problemas, sempre tem um otário para assumir a "guerreira".

Dica: Use camisinha feita de câmara de pneu de caminhão para não pegar nenhuma doença dessa ascendente em sanitários. Lembre-se que se ela deixar nascer mais um catarrento e tiver a sorte de não ter pego uma doença, o nascimento desse guri significará mais um programa eterno (pensão).

Eu não pagaria o aluguel da dessa carniça, se você acha que vale o programa, pague, mas fique ciente dos riscos.

sábado, 14 de novembro de 2015

Porque fiz Administração e me arrependi - Parte 5

Para ler a primeira parte clique aqui.
Para ler a segunda parte clique aqui.
Para ler a terceira parte clique aqui.
Para ler a quarta parte clique aqui.

Na empresa sou designado à área financeira, enquanto meus colegas vão para outros contratos. Como o chefe do setor está fazendo um curso para entrar na marinha mercante, raramente aparece no local. Quando ele decide ir ao trabalho me joga um monte de serviço mesmo sem entender nada sobre o que se tratavam aqueles documentos, ajudo no que posso meus colegas, enrolo o que ele me passou até sua volta, não vou fazer algo que envolve dinheiro sem ter entendimento e sem ganhar a mais para isso. Passo apenas duas semanas e vou para um contrato tirar as férias de uma administrativa.

Como sempre o encarregado e eu ficamos responsáveis pela obra, já que o engenheiro responsável nunca trabalha, o arquiteto da obra só chegava atrasado e o técnico de edificações chegava na hora do almoço e saia as 16:00, a administrativa estava acostumada a fazer o mesmo.

Os funças responsáveis do contrato não estavam nem aí também, tinha uma bizarra me querendo, mas não queria nada com a chimpa ruiva. Sempre toda semana tinha alguém fazendo aniversário e sempre tinha festa. Achavam que a vida é ótima, sempre otimistas.

Graças a algumas conversas com o arquiteto consegui melhorar um pouco a depressão. Ele já tinha experiência com empreendedorismo e conquistados mulheres lindas para o padrão dele, sempre vinha com uma revista GQ que eu dava uma lida. Me contou que um dia seu irmão estava chorando por uma mulher, sabe o que ele fez? Deu um tapão na cara dele, disse para engolir o choro e seguir em frente. Todo homem deve fazer isso!

Como o trabalho era pouco. Foi nessa época que comecei a conhecer melhor os PUAs. Pois ainda achava que ter uma namorada me alegraria. Lembrei-me das atuações que um chimpa fazia no 2º grau que eu imitava, tinha um baixo retorno, mas funcionava. Cai na real quando comecei a ler uma das indicações no próprio fórum deles de como entender a mente das mulheres, eu vi os vídeos dos bootcamps e uma foto do seu ídolo empurrando um carrinho de bebê. Pensei comigo mesmo, caramba o fracasso é tão evidente que mesmo fingindo ser o conquistador, as mulheres tratam esses caras como um simples objeto de ostentação. O cara que dizem ser O pegador se vestia igual a um palhaço, se ferrou na vida e agora é o cachorrinho da mulher, até passear com a filha ele tem que fazer, não é possível um negócio desses. Por isso cobram tão caro e escondem o material o máximo possível, grande parte dele é puro lixo!

"Que bela aquisição ídolo!"

Então fui ler as opiniões contrárias as do pensamento do Nessahan Alita. Acabei encontrando o blog da Orca Aronovish, até aquele momento eu achava que o movimento feminista procurava igualdade, (graças a doutrinação que sempre ocorreu no meio acadêmico), então descobri do que realmente se tratava o femimiminismo e conheci o movimento da real e suas tretas.

Obrigado feministas por mostrarem o que o seu movimento realmente representa!

Graças a esse contrato pude me desenvolver intelectualmente, pois utilizava o tempo que não tinha nada para fazer para ler vários artigo e livros, nesse tempo me tornei liberal clássico. Só existia muito trabalho no final do mês com o fechamento dos relatórios. Queriam que eu ficasse depois do horário, mas quem disse que eu ficava? Eu era o único que chegava todo dia pontualmente e minha melhor desculpa era que tinha que ir a faculdade, por trabalhar em local insalubre ganhava um adicional e conseguia guardar um troco.

7º Semestre:

Agora só tínhamos dois dias de aula. Sim dois dias! Grande parte de matéria virou online!

Gestão social e ambiental - Como fazer marketing em cima do politicamente correto nas áreas sociais e ambientais. Matéria inteiramente online.

Simulação de negócios - Putz! De novo? Esse negócio não acaba nunca? Mais uma vez online!

Logística - A continuação de gestão de materiais/estoque, agora focado nos custos dos transportes. A avaliação foi uma apresentação do estudo de caso de uma empresa pesquisada e uma prova.

Administração de produção - O professor no primeiro dia já foi dizendo que poucas pessoas passavam na matéria dele.

A matéria era uma extensão de marketing da área do desenvolvimento do produto com a gestão de tempos dos processos, ligados a logística.

Já estava de saco tão cheio que não copiava nada e ficava a aula inteira no celular. Um dia o professor perguntou se eu era assim mesmo, os outros bonobos responderam que sim e não precisava fazer isso porque era um gênio.

Caramba como assim sou gênio? É a mesma matéria de outros semestres só que aprofundada! Gabaritei a última prova sem nem ter tocado em uma página dos materiais dele, ainda tinha gente colando!

TCC - Escolher um tema "ensinado" na grade e decorrer sobre ele. O trabalho consiste em copiar o mesmo assunto de vários autores diferentes, mudar as palavras botar suas respectivas referências e escrever dentro das normas da ABNT.

Foi feito a três mãos. Sim! Três cabeças para fazer um TCC! Deixei um colega puxador de saco arranjar um tema que agradasse os orientadores, a Paty que me jogou na friendzone ficou responsável por revisar o português (nisso ela é muito boa) e eu fazia a revisão das referências bibliográficas, procurava os possíveis plágios e botava tudo na norma. A matéria foi semipresencial.

Estágio Supervisionado - O nome não se relaciona com o que é realmente a matéria. Na verdade teríamos que criar um plano de negócios de uma empresa fictícia, a primeira matéria que realmente tive dificuldade, pois além dos conhecimentos prévios adquiridos, precisaríamos realizar várias pesquisas do setor. Peguei um trabalho que já tinha feito de marketing e o reaproveitei.

O livro que nos guiava era péssimo, o material relacionado do SEBRAE era pior ainda, por ser online dificultava mais ainda ter algum contato com o orientador.

A regra era de ser feita em um grupo de quatro. Uma garota resolveu sair depois de tanto cobrar o material relativo a parte dela, foi ótimo pois ai eu tinha mais liberdade de fazer do jeito que eu queria. A formação ficou igual ao do grupo de TCC, eu, a Paty e o puxa saco. Deixei-o focado no TCC enquanto eu focava no plano de negócios. Como eu já tinha voltado para a sede da empresa utilizava meu tempo ocioso para fazer o rascunho do trabalho e de noite aproveitava o tempo livre para ir à biblioteca encontrar com a Paty e fazer a revisão do português.

A gente descobriu que a uniesquina guardava os trabalhos dos alunos de outros semestres para consulta. Pegamos um que era do mesmo setor produtivo, quando começamos a ler não acreditamos que seria possível um trabalho daquele tipo ter sido aprovado, encadernado e exposto para consulta. Até eu que sou semianalfabeto fiquei surpreso com a quantidade de erros de português a cada página virada. No final do semestre a gente terminou a primeira parte e batendo 70 paginas de puro besteirol.

Ter Cecê (Tum Dum Tss)
 
8º Semestre

No final do 7º período eu fui designado para tirar férias em outro contrato, como já de costume, o engenheiro nunca trabalhava, só aparecia para assinar a folha de ponto, eu fico responsável pelo faturamento do contrato, cobrança dos direitos dos funcionários com a sede, compras de materiais e etc. O encarregado ficava responsável de mandar nos peões e tomar esporro da funça sapatão que queria tudo para mesma hora.

O contrato só dava prejuízo à empresa (dane-se) e para minha saúde, nem insalubridade ganhava mais, fiquei tão perturbado que estava decidido arranjar outro, só continuei porque o encarregado falou: fica pelo menos até acabar sua faculdade.

Terminou o contrato voltei para a sede, agora o setor financeiro tinha um chefe posto a força enquanto eu estava passeando pelos contratos, ele teve que aprender tudo sozinho, como era parente do dono já tinha recebido um agrado para isso.

Recebo uma ligação de uma empresa que me cadastrei no 1º período oferecendo estágio, pagava melhor do que emprego, mas não pude pegar porque o limite era o 6º período. Que vida!

Agora tínhamos somente um dia de aula por semana!

Administração de produção - Continuação da matéria com o mesmo nome do semestre anterior, nenhuma novidade. Não lembro se a aula era lecionada pelo mesmo professor. A matéria era só mais enrolação, passava metade do tempo conversando com os outros bonobos na cantina.

Simulação de Negócios - AHHH!!!!!

TCC continuação - Agora para economizar tempo e trabalho a uniesquina pede para os grupos se juntarem e escolherem o trabalho que iriam entregar.

Escolhemos o trabalho que eu estava fazendo com a Paty e o puxa saco, o grupo ficou desta vez com seis cabeças! O objetivo agora era pegar o trabalho do semestre anterior resumi-lo para no máximo 20 páginas, contando com a capa e contracapa e realizar uma pesquisa de como aquele assunto estava sendo aplicando dentro de duas empresas. Assim como os outros bonobos inventamos grande parte da pesquisa, ninguém iria ter o trabalho de conferir para saber se os dados eram realmente sólidos (por isso não acredite em estudos absurdos, ainda mais esquerdistas).

A matéria foi toda online, não existiu apresentação, o trabalho foi impresso e entregue em CD.

Um tempo depois passei uma cópia para um ex-colega de trabalho, eu reli e vi quantos erros de português tinha naquele trabalho. Espero que não tenha sido publicado.

Estágio Supervisionado continuação - Aconteceu a mesma coisa com TCC, juntaram os grupos e era tanta gente que nem lembro a quantidade certa, a vadia que tinha debandado na primeira parte estava de volta. Utilizamos do meu trabalho, pois era o que estava com a melhor construção.

O que dava mais trabalho era ficar cobrando as partes das bonobas, só tinha eu como líder e o puxa saco de homem no grupo. Fiquei com as partes mais difíceis, pois saberia que as bonobas não teriam a capacidade de fazer, o trabalho delas estava um lixo, o prazo estava acabando e o material que elas me enviavam não só servia para limpar a bunda, praticamente refiz suas partes, para piorar o trabalho que a gente estava usando como base, os balanços não batia, o fluxo de caixa estava errado e na hora de fazer os índices ainda tive que lidar com conflitos de autores.

O trabalho final ficou com mais de 130 páginas, não houve apresentação e nem entrega em CD, o professor só pegou o trabalho impresso e deu 10 praticamente para todo mundo.

Viva aos novos formandos!

Tentei resumir ao máximo possível, a minha experiência profissional, pois não poderia deixa-la de fora já que será necessária para o entendimento da explicação.

No próximo post eu vou irei fazer as considerações finais, com minha opinião do que achei do curso, dados que comprovam a mediocridade do mesmo e porque aconselho ficar longe dele.

Para ler o último capitulo clique aqui.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Fracassado até para trainee Isauro

*Caso ainda seja um catarrento, cuidado. O post a seguir contém muitos palavrões.

*Todo o caso aqui descrito foi verdadeiro, o texto ficou um pouco longo, por isso eu o dividi em algumas partes.


A desvantagem de ser pobre é a fragilidade psicológica trazida pela escassez financeira, qualquer movimento que traga algum prejuízo mesmo que pequeno, já nos coloca em depressão.

A única forma de diminuir essa depressão é a esperança para estabilizar minha vida, temporariamente, mesmo com um emprego que pague miséria. Viver de bicos não é vida para ninguém, chega a ser desesperador não fazer ideia de quando será o próximo trabalho. Todo dia mandando currículos para os mais variados tipos de empregos próximo do meu “perfil”, para quase nunca ser chamado.

O irmão do dono de uma empresa que trabalhei ficou doido quando soube que eu estava desempregado então ele quis eu voltasse a trabalhar para eles (eu que botava aquela porra pra funcionar), mas só que só pagaria o valor do sindicato (salário mínimo).

Até que sou chamado para uma vaga de trainee que nem ao menos me lembrava de ter feito a inscrição, na descrição não tinha o valor da bolsa, então já fiquei com o alerta vermelho, mas tudo bem, fui lá, ouvi todos os benefícios “dados” pela organização e percebi seria possível puxar saco dos chefes para subir de cargo (que beleza!).

Quando falaram o valor da bolsa me assustei, esperando algo acima dos 2k, estavam oferecendo 1.3k, mas mesmo assim não arredei, estou precisando mesmo.

Pensei, É só entrar e marcar o terreno para subir rápido.

Na primeira entrevista tinha aproximadamente 30 candidatos, quase a metade da sala estava composta por mulheres, situação estranha, pois elas normalmente elas fogem de trabalhos que exigem matemática e raciocínio lógico.

Chego fazendo presença, a responsável pelo processo seletivo é tipo Paty magrelinha, de voz chatinha e com uma barriguinha de casada. Pego uns papéis para preencher e ela fica me dando os sinais de interesse (Malditos PUA). Mas que porra, eu preciso é de um emprego, não de uma foda fácil.

Chega a gerente do setor para se apresentar.
Era ela se apresentando e eu só analisando:

Hum, balzaca, morena, bem gostosa para a idade que aparenta ter, não parece ser casada (não tem anéis de compromisso), se precisar que eu passe a rola nela, passarei.
Quando ela disse que o dono não frequentava muito o setor, abaixou o tesão.

Porra! Sem puxar saco como vou subir de cargo? Nas obras que eu tocava, os ajudantes dos pedreiros ganhavam mais do que isso só para fazer merda.

Como foi a única oportunidade que apareceu até o momento, então me mantive focado. Enquanto isso a responsável pelo processo seletivo só ficava mexendo no celular e às vezes fazendo fofoca no telefone com pessoas de outros setores.

A Gerente do Setor volta para o trabalho dela.
Papéis preenchidos (não sei o porquê desta porra! No site já tinha a ficha completa era só copiar!)!

Hora das provas. 
A prova era do mesmo tipo aplicado no DETRAN quando vai tirar a CNH, atenção e lógica. (que beleza, gabaritei essa idiotice quando fui tirar a minha).

São entregues as provas.

Pera aí, minha visão não está ruim, Mas que caralho é isso?! Se tivessem passado por fax, os desenhos estariam mais definidos. O negócio está tão ruim que não dá pra ver qual é igual ou não.

Exemplo do que tinha na folha e o que eu tinha que procurar.

A Paty coloca o tempo. Começam as provas.

Que bosta, não dá pra ver esses desenhos direitos e tá ficando frio aqui.

Começo a perceber o quanto a minha escolha de sentar na primeira fileira, para fazer charminho foi uma furada.

Ar-condicionado trincando, pressão baixando, visão ficando turva e o pensamento confuso. Até que um viadinho do meu lado reclama.

Penso: Que ótimo a Paty vai aumentar a temperatura e possivelmente por ele ter falado desse jeito já está eliminado. Menos um.

A temperatura continua praticamente a mesma coisa.

Chega a segunda prova. Como não tem ordem eu vou fazendo as mais fáceis. Do meu outro lado começa aquela respiração pesada típica de quem tem problemas respiratórios. Olho rapidamente pro lado. Era uma gorda que sua massa ultrapassaria facilmente 3 da minha. Beleza, ninguém gosta de gordos, outra eliminada.

Terminada a prova, ainda tem a maldita redação de tema livre que fui deixando de lado.
Putz ter que pensar em algo neutro para agradar mulheres é foda. Dane-se vou falar sobre o preço tomate, trigo e do dólar.

Começo a escrever.

O frio que se infiltrou no meu ser, ainda me perturbava, escrevia três linhas, relia para ver se tudo ainda estava fazendo sentido.

Hum, começaram a colocar as cadeiras para as entrevistas individuais, colocam duas na minha frente e duas no fundo da sala.

A Paty se senta no fundo e na minha frente senta-se uma colega dela, baixinha gostosinha e de olhos verdes, uma pena usar uma calçola de vovó tão cortadora de tesão. (Para com isso porra! tu não vieste pra cruzar! foco na entrevista!) 

Começaram as entrevistas individuais e eu ainda lá. Com dificuldade de discorrer o tema.

Como sempre fui um ser analítico, começo a observar as entrevistas na minha frente. Vou analisando o que ela gosta de escutar, o que não gosta e o os possíveis eliminados.

Olho para o relógio, já se passaram 4hs desde que cheguei lá. Não aguento mais essa palhaçada.
Termino a redação mais rápido que pude, falo o que a baixinha quer escutar e vou-me embora.

Não bastava o frio que estava naquela maldita sala, na rua também fazia.
E pensar que de manhã faziam mais de 40 graus.

Que frio!

Segue a vida.




Segunda etapa da entrevista

Saí 30 minutos antes do horário planejado, quero chegar lá cedo para caso eu tenha que preencher alguma coisa e não perca tempo igual da última vez. Chego em cima da hora. Maldito transito do RJ!
Caramba, só tem 6 cabeças contando comigo e apenas uma garota!. Logo depois chegam mais dois atrasados, uma mulher e um cara.

*aqueles que eu imaginei não iriam passar, não estavam lá hehehe.

A etapa desta vez consistia em fazer uma apresentação com slides, trazer um objeto preferido ou que se identificava, dinâmica de grupo e entrevistas com as gerentes do setor.

A Paty magrela continua dando sinais, percebo que ela pode ser casada.
Esperamos chegar as gerentes dos setores.
Vem a gerente que não tinha se apresentado no outro dia.

Pré-balzaca, altura mediana, mais de 80kg, estilo porquinha dos muppets, provavelmente mandona em casa. Diz que no setor o dono sempre dá as caras.
Pensei é essa que eu tenho que agradar!
A balzaca morena chega e então podemos começar as apresentações.

A gerente e seu marido escravoceta.

A Paty decide começar por ordem alfabética. (Que maldição!) Queria começar primeiro para me livrar logo. A primeira foi a mulher que chegou atrasada. Slides com foto da família (porra vai contratar ela ou a família?). Trabalhou em banco (saiu porquê morava longe[aham sei]), passou um tempo no Chile, deu pra um gringo chileno, ficou gravida, o cara meteu o pé, se ferrou e voltou pro Brasil, se dizia tímida e se comportou feito um bicho do mato.

Eu pesando comigo, porra já trabalhou em banco, ganhou uma grana boa e eu até hoje lutando para entrar para qualquer vaga (tem PL que dá pra comprar um seminovo).

Os outros malucos que se apresentaram eram todos de universidades federais, que estavam em fase de conclusão ou já tinha terminado. Alguns com empregos medianos e outros estagiando em lugares ótimos.

Aí que veio a minha ainda não conhecida antagonista. Ela era última antes de mim.
 
Garota retarda, estagiou em tudo quanto é órgão publico, ficou tentando transformar os estágios lixos que ela esteve em algo com importância ou relevante. Disse que tinha o inglês afiado porque passou um tempo lá na casa do caralho.

Eu em minha insignificância estava maquinando minha apresentação. Usando referências dos outros que se apresentaram, pois eu já tinha trabalhado em pelo menos uma empresa de cada um dos FDP  que se apresentaram.

O tempo foi passando. Eu tentando me manter acordado por causa de tanta bosta que a garota falava.

Aí que meu corpo começou a dar os sinais de cansaço, se todos os outros juntos demoraram 10 minutos, ela já tinha tomado pelo menos meia hora. Minha boca começou a ficar seca, pernas dormentes a bunda quadrada. Mexia as pernas o máximo possível para mantê-las com boa circulação.

Merda atrás de merda.
Essa mulher não termina nunca?!

Quando ela terminou de falar, meu alivio não foi mais do que 15 segundos, pois lá se foram mais uns 15 min com as gerentes fazendo perguntas para ela. Coisa que com outros mal tinham feitos duas.

Que maldição, a boca cada vez mais seca, as pernas doendo de tão dormentes, não queria interromper no meio para poder beber água ou tomar um café, a posição das cadeiras me obrigava a ter que passar pelo meio de todo mundo. Respirando cada vez mais fundo, a abstinência de café me matando e o corpo querendo colapsar. Já sabia minha apresentação sairia uma merda.

Mal a maldita terminou de falar eu já fui pegando o controle dos slides da mão dela com um sorriso amarelo (bem daqueles que diz sua FDP).

Levantei o mais rápido possível na esperança que desse tempo suficiente para o sangue voltar a circular pelo corpo e pudesse criar saliva para poder falar. Torcendo que a Paty demorasse em por os meus slides.

A maldita contrariando minhas expectativas e fez na velocidade da luz.

Primeiro slide.
Comecei a gaguejar (más que porra?!!), raras foram as vezes que me aconteceu isto em uma apresentação.

Percebi que estava mais lascado que o garoto nervoso que tinha se apresentado antes, pois ele estava visivelmente nervoso, mas conseguia falar direito e eu nem isso.

Como eu comecei a apresentação.

Me toquei da merda que fiz quando botei poucas informações nos slides, deixei só com tópicos e palavras difíceis, achando que ia lembrar na hora. Respirei fundo, me dei um grande FILHO DA PUTA, abri um sorriso amarelo, botei o ator de stand-up em ação e comecei a improvisar.

Parte da merda foi corrigida, mas a primeira impressão foi para o buraco. Fizeram duas perguntinhas chochas e me retirei com o rabo entre as pernas.

Hora de apresentar os objetos.
Eu escolhi levar um livro que tinha a ver com profissão do fracasso (Administração), pois não seria uma ideia idiota e provavelmente teria outro retarda que iria levar um da própria profissão também, dito e feito, um de economia levou seu livro de economês. Como eu estava em uma das pontas, me prontifiquei a ser o primeiro a se apresentar.

Foi um show, as pessoas adorando aquela macaquice de liderança, inovação, podemos mudar o mundo juntos e etc. Puxei na história mulheres de renome e seus feitos escritos no livro e etc (que não fizeram porra nenhuma , mas que estão na história somente pela tentativa ou pela ajuda de um homem).

Enquanto eu apresentava o objeto, as duas gerentonas boçais não expressavam uma única reação, enquanto a Paty toda pirilampa na cadeira:

-Nossa gostei muito! Você gosta de ler? Tem outro pra indicar? E Game of Thrones? (é safadinha?)

Até que chegou à última pessoa.


Minha antagonista.

Todos tinham tirado seus objetos antes de falar e deixaram em cima de suas mesas, apenas ela deixou para tirar no momento. Quando ela tirou todos tomaram um susto.

Era o quadro da Geraldine Doyle, Não conhece? Foi a modelo que tirou uma foto para trazer mais mulheres para trabalhar nas fabricas durante a segunda guerra (homens estavam morrendo porra!) que logo após foi trabalhar em uma fabrica não aguentou o rojão e pediu demissão com duas semanas de trabalho voltando a ser musicista.

Vocês conseguem é encher o saco isso sim!

Mas que disse que feminista conhece história? Começou aquele papo:

-Este quadro fica no meu quarto me lembrando o quanto estamos lutando todos os dias por um mundo mais igualitário. O quanto ainda temos que conquistar, ela é a minha musa inspiradora.

-Ela mostra como nós mulheres somos tão fortes quantos os homens. E que pudemos também comandar!

Eu só pensando ih fudeu, mais uma feminista chata pra caralho que não entende nem a bosta que come.

Torço para que ela não fique no mesmo grupo que eu na dinâmica.



Dinâmica de grupo.

Me juntei com os mais próximos, o grupo ficou formado só de homens. Até que a Paty sugeriu que cada uma das garotas fosse para um grupo diferente para dá uma quebra e um ar de feminilidade (essa porra pega no ar).

Fudeu! Tomara que a feministinha não venha pro meu grupo.

Adivinha quem chegou?! Sou eu seu abestado!

A filha da puta veio sentar justamente do meu lado.

O que fiz para merecer isso meu deus?!

Ela senta do meu lado como uma pessoa normal.
A dinâmica consistia naquele extremamente manjado teste, eu pelo menos já fiz umas 4 vezes na minha vida, que além de ser preconceituoso, não tem resposta errada! Feito para os energúmenos ficarem discutindo entre si.

Você deve escolher as pessoas que irão morrer. Isto mesmo! Pois você tem que escolher entre 12 personagens, apenas os 06 mais capacitados e deixar a outra metade para morrer, depois dá uma ordem para os escolhidos botando uma justificativa.

O teste é tão besta que você só precisa escolher os que não causariam problemas e eliminar o resto.
O mais engraçado é ver como o empoderamento feminista funciona nestas horas. Aceitou de boa as primeiras escolhas feitas por mim e os outros homens do grupo. Depois os personagens que estávamos em dúvida ela escolheu com a justificativa de inclusão social.  Beleza terminamos as escolhas antes do tempo acabar.

Aí, um filho de uma puta com a cara do Garibaldo começou a querer trazer problemas para o grupo. Querendo colocar o Violinista, narcótico viciado. MÁS que porra! Eu já esperava que iria acontecer isst. Sempre tem o néscio criador de conflitos, só espero que ele não fale essa porra para a entrevistadora.

Começamos a explicar nossas escolhas, enquanto isso a Paty só anotando baboseiras, até que ela pergunta se tinha alguém que discordava da escolha do grupo. Lá foi o Garibaldo Nerd abrir a boca. (PRA QUÊ!!!????)

O que eu queria fazer com aquele FDP naquele momento.

Terminado a dinâmica de grupo, o próximo passo seria as entrevistas individuais com as gerentes dos setores.
Todo mundo pra fora. (Que merda! Não vou ter como saber o que elas querem escutar!)

O primeiro demorou pra cacete.
Enquanto isso fui conversando com os outros candidatos, acabei sabendo existiram outras entrevistas nos dias anteriores para setores diferentes (não é possível!), o imbecil descobriu isto porque ligou pra marcar a entrevista dele para outro dia.

Hora do almoço chegando e os funcionários saindo para bater cartão. O cara nada de sair. Quando resolveu sair, foi embora correndo não trocou uma única palavra com os outros idiotas que estavam no corredor.
Depois de uma eternidade esperando as outras inteligências raras terminarem suas entrevistas,  chegou a minha vez. Já tinha passado a hora do almoço e estava todo mundo voltando.

 A Paty:
-Comesse falando da sua vida, o que você já fez, sua vida profissional e etc..

Aquela altura do campeonato eu já não sabia nem quem eu era mais.
Vamos lá, dou uma respirada funda, começo a falar minhas experiências como babá de peões, o quanto eu sou organizado, como eu botava as porras das empreiteiras que trabalhava pra funcionar. Que apesar de viver botando as obras nos eixos, trabalhar com rotina para mim era sossegado e até o que estava procurando! Só faltei mendigar pela vaga.

Chefinho não está! Eba!

E nada da Peppa Pig ou a Balzaca, darem reações, de aprovação ou negação, isso é desesperador.
Aí comecei a falar da minha vida pessoal. As duas começaram a me achar engraçado (grandes merdas) até que a Piggy me pergunta. E quanto ao casamento? O que acha de se casar?

Aí Não consegui me conter. Tem coisas que não dá para controlar!
Já mandei a real: Nunca irei se casar, se for pra ter filho, eu vou ter, mas eu que vou cuidar. Só abro a exceção de casamento só com gringas porque com as daqui não dá!

Elas riram, terminamos a entrevista e meti o pé. Já estava exausto daquela palhaçada.


Minha esperança de quase nada passou para nula. A resposta sairia sexta mas saiu ontem.

Não passei na entrevista, más noticias vem a jato, como era de se esperar recebi o email bem antes do prazo.

Provavelmente estava no momento errado com as pessoas erradas e fiz coisas erradas.
Poderia apenas não ser o meu dia.


O que eu poderia ter feito diferente? O que vocês acham?

Você não vai ficar rico tentando ficar rico

Começando com esse título chamativo venho aqui trazer o óbvio. Você não vai ficar rico(a) tentando ficar rico(a)! Se você quer deixar de ser...