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domingo, 25 de setembro de 2016

Desabafo

A Real brasileira é algo tóxico que pretendo me manter o tão longe quanto. Criaram uma matrix dentro de outra matrix, criaturas abomináveis, extremistas, depressivos, estranhos e incapazes de se misturarem a sociedade, saíram de suas trevas introspectivas e acharam fóruns onde poderiam destilar toda suas frustrações de suas realidades cavernosas. Eu mesmo fui uma das vítimas desta matrix chamada real.

Como tudo o que um suicida precisa é de uma corda. E a real foi a corda que precisava para eu cometer o suicídio social que precisava. Atualmente ando revendo muitos conceitos e percebo o que me tornei. Salário baixo, deserto sexual, depressão, falta de autoestima, foi tudo cultivado por minhas ações e minhas escolhas. Tudo por ter me deixado ser influenciado por um grupo de retardados mentais que pegaram ótimos materiais de estudo e transformaram em uma arma contra as mulheres. N.A. Nunca cultivou o ódio, ele mesmo diz no começo de suas obras, mas como bons analfabetos funcionais que somos, instigados pela guerra de classes marxista, tínhamos que as torná-las nossas inimigas.

Está ruim para arranjar alguma mulher que preste? Talvez, Mas aí quem disse que você presta também?

Por isso vá aproveitando as que não prestam mesmo. Algum dia você pode achar aquela mulher para sua família perfeita de comercial Colgate. Está cheio de mina responsa por aí, muitas delas cultivando relacionamentos duradouros e com uma cabeça maneira. Tenho até pena de algumas por estarem cegas com namorados lixosos. MAS E AÍ COMO VOCÊ VAI ACHAR A SUA SE NÃO SAI DE CASA?

Só depende de você!

Sua vida está ruim? Não se vitimize! Melhore sua mente e corpo.
COMO VOCÊ ACHA QUE VAI ARRANJAR UMA MINA MANEIRA SE VOCÊ NÃO É MANEIRO? Esta é a vida amigo! Não são as mulheres é a natureza que não perdoa. Do mesmo jeito que você procura os melhores genes analisando as fêmeas apenas pela sua beleza. Elas nos selecionam por N fatores, sendo beleza, segurança física/financeira, traquejo social e outros infinitos de motivos. Elas avaliam tudo isso nos primeiros segundos em contato com você. Se ela não gostou de você no primeiro minuto, ela não vai mudar de opinião, não importe o que você faça. Por isso não insista, parta para outra, existem milhões de outras mulheres por aí querendo apenas diversão ou procurando pelo seu par perfeito. Por isso não perca noites de sono ou fique triste pelo seu desinteresse em você, pois já sabe que não poderá a ter e que sua mente insiste em negar. Aproveite aquelas que realmente estão afins de você, não importando se ela não preenche seu requisito de beleza, a vida é cheia de surpresas e isso é bom, mas nunca se esqueça dos ensinamentos de N.A., pois só assim você conseguirá manter sua cabeça no lugar e não sofrer por mulher alguma.

Se eu recomendo os PUAs? Não pelo custo financeiro e seus códigos quase místicos, mas tire o que há de ruim de seus métodos, extraia o que há de bom e use! Há muito material bom e grátis rolando por aí. Basta por em prática!


Observe a natureza!

O que aprendi com a real? NADA! Não tive mais vontade sair, não evolui, a única coisa que cultivei foi o ódio e a raiva da sociedade. Fechei várias portas e desaprendi a ser homem para se tornar um menino chorão. Simplesmente ESTAGNEI.

A vida só premia os melhores! Só os mais aptos em suas áreas tem a possibilidade de passar seus genes a frente! Por isso descubra o que você faz de melhor e invista nisso! Se destaque em alguma coisa!
Para sua sorte e a minha, nos somos bastante numerosos, então não há desculpa para dizer que não há qualquer coisa que não podemos ser bons. Sempre há chinelo velho para um pé cansado. Basta procurar!

SAIA DE CASA PORRA! NEM QUE SEJA PARA FICAR VENDO OS POMBOS NA PRAÇA, MAS SAIA DE CASA CARALHO! Quem não é visto não é lembrado!

Pelo menos desses anos de estagnação, eu tive a oportunidade de conhecer blogs que realmente falam de finanças e desenvolvimento pessoal. Graças a esses colegas, tirei várias lições de vida, indicações de ótimos livros e dicas sobre finanças. Sei que nesse ritmo não alcançarei a tão sonhada independência financeira. Mas quem disse que eu tenho que seguir por esse caminho sem ajuda?
A vida é feitas de mudanças, muitas delas indesejadas, mas necessárias para uma evolução do estado de espírito.

Não se espantem se meu ritmo de crescimento ficar mais fraco do que é atualmente, ou até diminuir, mas é algo que eu ando postergando há tempos. De qualquer forma, ainda me esforçarei para aportar pelo menos 10% de meus rendimentos todo mês. O resto? Serão para as contas de meu desenvolvimento pessoal.

Já estou beirando os 30 e o que conquistei na meia década de trabalho formal que tive? NADA, absolutamente NADA! A faculdade e outros milhares de cursos que fiz, não adiantaram de NADA. Cursos de marcenaria, elétrica, eletrônica, coisas que realmente dão dinheiro? Nada!!! Foram apenas cursos em coisas que não dão dinheiro, pois hoje se consegue de graça em qualquer esquina ou eram cursos de valor de mercado zero!

Todos estes cursos (informática, inglês e etc) foram apenas poços aonde joguei os denários de meus pais e os meus fora.

Criado por pais sem educação formal, o que eles me indicaram para enriquecer? Exatamente o contrário que eles vivenciaram. Estude para ser alguém na vida, estude para se dar bem. Estudei, e agora onde estou? Sendo humilhado pelo próprio pai chimpa analfabeto que não faz porra nenhuma no trabalho e ganha o dobro do meu penúltimo emprego que exigia de tudo, até uma segunda língua fluente.

Mas eu não os culpo, pelo menos a burrice deles me levou a querer sair da miséria e hoje eu sou o “ricaço” do meu circulo de amizade, pois diferentemente deles não preciso vender meu VR para poder fechar as contas do mês.

Este lixo de educação que eles acreditavam e ainda acreditam ser o correto, me obrigou a procurar informações sobre investimentos, como fazer meu dinheiro render mais fazendo menos.

Mas isso não é suficiente! E o social? Sempre deixado de lado por todos esses anos? Não fale com estranhos, dizia a minha mãe quando eu era pequeno, mas o que ela sempre fez e continua fazendo? Falando da minha vida inteira para os desconhecidos nas ruas.

Fui criado praticamente em uma bolha, “não saia porque é perigoso, não fale com estranhos, Quando for na casa dos amiguinhos cuidado com seus pais, volte cedo! E aí como foi lá?” conte-me tudo e te convencerei a não voltar mais lá.

Das garotas que me interessavam eu não conseguia nada. Das garotas que se interessavam por mim eu não queria nada. Meu pai chimpa dizia que me daria dinheiro pra sair, mas quem disse que eu queria? Não só por orgulho, mas por não poder chegar até os finalmentes, motel não deixa menor entrar e diferente dos favelados com quem eu estudava não tinha um matadouro por perto do qual eu podia utilizar. Fui criado em uma prisão, seja ela em casa, seja na escola. Nunca fui destacado em nada e para piorar, minha genética nunca ajudou.  Artes marciais? Muito caro, escolinha de futebol? Idem.

Eu fui criado para ser responsável, dividir as coisas e ser bonzinho. Adivinha que está se dando bem na vida? Meu irmão mais novo que é exatamente o contrário do que foi educado para ser.

Tudo o que aprendi foi na porrada, ele? Nos paranaués aprendidos com os malandros que aparecem em nossos caminhos.

Fui criado como se fosse filho de rico, para ser um garoto rico, mas sem dinheiro, sem amigos ricos e em escola pública. Como isso poderia dar certo?!

Uma pessoa mais deslocada do que eu não deveria existir na escola. Sempre me chamaram de nerd, mas nunca fui um e nem no grupo deles eu me enturmava, me chamavam de lerdo, mas eu já entendia da vida muito mais do que eles e não podia se defender, os malditos sabiam jiu-jítsu pelas aulas grátis do morro e eu? Só dar chutes e socos imitados dos Power Rangers e filmes do Chuck Norris. Me chamavam de viado, mas quem fazia meinha nos banheiros dos colégios eram eles. Tirando a preparação de assassinos que eles tinham desde a infância, a única vantagem deles sobre mim eram andar em suas gangues. Todos tinham as suas, os jogadores de bola, as jogadoras de vôlei, os baitolas e as sapatas, os nerds, mas tirando suas identificações de tribos, todos eles compartilhavam uma coisa em comum, todos serem favelados.

Porrada no nerd
Eles
Tricô
Eu
Por isso cansei! Me sinto velho ao ter qualquer tipo de contato com pessoas perto dos 20 e poucos. SIM me sinto um idoso!!!! Músicas, referências de filmes, mídias, tudo dos anos 80!! Ódio infundável a o funk, sertanejo, pagode e samba. Por que gostar de músicas internacionais dos anos 80 que nem seus próprios pais entendem a letra e só gosta porque acha bonito a melodia? Caralho, puta que pariu!!! Por que eu devo gostar de Elton John se nenhum chimpa médio daqui nem sabe quem é o cara? Porque eu devo adorar bandas como Metallica, Iron Maiden ou até o Detonator se isso só atrai pessoas estranhas e de gosto duvidoso?

De agora em diante eu gosto dos que as pessoas gostam. Se meu amigo favelado me chamar pra Madureira sambar e pegar umas pretinhas? Eu vou! Se a novinha que gosta de sertanejo me chamar pra uma terçaneja? Eu vou!! O importante é aproveitar o momento com as pessoas!! Aproveitar o que há de bom na vida!! Ela é muito curta para desperdiçarmos nutrindo sentimentos negativos e autodestrutivos.

Percebo agora que estive todo esse tempo REFÉM DO MEDO. Aprender os paranauês da vida? NADA! Tudo em minha vida foi podado pelo medo.

  • Beber com os amigos? “Não chegue em casa bêbado senão apanha!”
  • Conhecer uma nova mina? Será que vai me dar toco?
  • Nova namorada? Ter que contar os mínimos detalhes para a família.
  • Camisinha estourar? = a Filhos?!
  • Será que anda me traindo? “é piranha filho”
  • Se eu terminar com ela arranjo outra?
  • Tirar a CNH? Será que passo de primeira?
  • Mexer com ações? Muito complicado, ter que pedir para os rhs das empresas os demonstrativos anuais.
  • Mexer com ações fora da corretora do banco? Muito complicado...
  • Fazer day trade? É muito complicado declarar impostos.
  • Ultrapassar os 20k de limite de ações? Difícil de declarar...
  • Abrir uma empresa? Ih Muito complicado, “vai falir nos primeiros meses!”
  • Mudar de emprego? “a crise tá feia, meu cunhado está sem emprego a 6 meses, melhor não sair...”
  • “Muleque sai desse posto agora, volta pra casa que vou te dar remédio, te deixo morrer aí, mas não vou te buscar nessa fila não!”
  • Ah quebrou a cabeça? Tem problema não, mamãe leva pra casa e cuida...
  • Médico pra quê? Mamãe cura com chazinho...
  • E aí já fez o seguro de vida?
  • “E o plano porque está pagando se não usa?” Pago para caso precise, é uma segurança....
  • “Esses investimentos são seguros? Porque a crise está feia!”
  • “Moto? Você é maluco? Tá querendo morrer?”
  • “Vai sair não, tem assalto toda hora, não vai pra esse lugar perigoso não!”
  • “fez 18 quero você fora de casa”
  • “Como vai morar sozinho se não sabe fazer nada em casa?”

Por isso chimpas desse brasil varonil, FODA-SE! Não aguento mais agir em função do medo. Quando finalmente estava me libertando a vida fez questão de apertar meu cabresto. Como eu quero mudar minha vida, se eu continuo fazendo as mesmas coisas?

Foda-se tudo, foda-se todos!

Sai da minha frente! ME DEIXA VIVER CARALHO!!

Abraços e volte sempre!

domingo, 18 de setembro de 2016

A cartilha do Arnold Schwarzenegger

Esse é apenas um pequeno trecho do que é encontrado em sua biografia oficial.

Livro Arnold Schwarzenegger

Demorei um pouco para postar, pois minha vida andava meio problemática. Agora que estou com um pouco de tempo lhe apresento esta cartilha. Obs.: Não há nenhuma das referencias ditas no livro, se está procurando apenas um resumo para um trabalho de sua uniesquina ou presídio mirim, vaza! Procura um sebo, compra o livro ou mesmo baixe o pdf, mas tenha a consciência que esse livro muda vidas e não é apenas mais um instrumento mal acabado de avaliação e tortura de alunos entediados e desmotivados. Procure o material original e comece a por seus ensinamentos em prática e mande seu professor para a PQP.


1 nunca deixe o orgulho atrapalhar seu caminho. Muhammad Ali e eu par­ticipamos de vários programas de entrevistas juntos. Sempre o admirei por ser um campeão com uma personalidade incrível, generoso, sempre atencioso com os ou­tros. Se todos os atletas fossem iguais a ele, o mundo seria um lugar melhor. Nós nos encontrávamos antes de entrar no ar e ficávamos fazendo graça. Certa vez, ele me desafiou a jogá-lo contra a parede, se fosse capaz. Acho que alguém no mundo do boxe devia ter lhe dito para começar a fazer musculação como George Fore- man, porque Ali era mais conhecido por sua velocidade e pelo uso da psicologia. Ele estava pensando em acrescentar “forte como um touro” a “leve como uma bor­boleta, com o ferrão de uma abelha”, e queria sentir a verdadeira potência de um fisiculturista. Consegui empurrá-lo contra a parede, e ele comentou: “Caramba, a musculação funciona de verdade. Legal. Muito legal mesmo.”
Em nosso encontro seguinte, ele estava acompanhado de alguns amigos e falou: “Vejam só isso. Ei, Arnold, tente me empurrar.”
“Deve ser uma armadilha”, pensei. “Ninguém quer ser empurrado na frente dos amigos.”
Comecei a fazer o que ele havia pedido e consegui imprensá-lo outra vez contra a parede. “Não falei? Não falei?”, disse ele. “Esse cara é forte mesmo. Esse negócio de musculação é realmente muito bom.”
Ali não se importava em perder uma disputa. Tudo o que ele queria era mostrar aos amigos que o treino com pesos funcionava. As pernas e os quadris mais fortes proporcionados pela musculação poderiam ser úteis no boxe.

2. NÃO PENSE demais. Se você passa o tempo todo pensando, a mente não conse­gue relaxar. O mais importante é deixar tanto a cabeça quanto o corpo flutuarem. Então, quando tiver que tomar uma grande decisão, você terá toda a sua energia disponível. Isso não significa que não deva usar o cérebro, mas parte de nós precisa saber agir de forma instintiva. Quando para de analisar tudo, você se livra de todo o lixo que o sobrecarrega e impede seu avanço. Desligar a mente é uma arte, uma forma de meditação. O conhecimento é algo extremamente importante ao tomar­mos decisões, e a razão disso não é necessariamente evidente. Quanto mais infor­mações temos, mais livres nos tornamos para confiar nos próprios instintos. Na maioria dos casos, porém, as pessoas que detêm o conhecimento ficam atoladas, imobilizadas. Quanto mais sabem, mais hesitam, e é por isso que até os indivíduos mais inteligentes passam por grandes fracassos. Um boxeador sobe ao ringue le­vando uma imensa quantidade de conhecimento - em que momento se esquivar, atacar, contra-atacar, recuar, bloquear. No entanto, se fosse pensar em tudo isso na hora de levar um golpe, estaria acabado. Ele precisa usar tudo o que sabe em um décimo de segundo. Quando você não confia no seu processo de tomada de deci­sões, ele pode prejudicar seu avanço.
Por pensarem demais as pessoas não conseguem dormir à noite: sua mente não para e elas não conseguem desligá-la. O excesso de análise é prejudicial. Em 1980, quando Al Ehringer e eu quisemos revitalizar um quarteirão na Main Street, em Santa Monica, os investidores com os quais estávamos disputando os imóveis dei­xaram que suas preocupações os impedissem de agir. Nós tínhamos feito as mes­mas pesquisas que eles e vimos que havia algumas incertezas que poderiam limitar o potencial de valorização da área. O terreno era uma antiga servidão para bon­des e não estava disponível para venda, apenas para um leasing de longo prazo. Além disso, os terrenos vizinhos estavam contaminados com resíduos químicos. E se nossa parte também tivesse problemas? A propriedade transpunha a frontei­ra entre Santa Monica e Venice, então não estava claro que impostos e regulamen­tos locais deviam ser aplicados. Não nos prendemos a esses problemas, mas nossos concorrentes sim, e depois de algum tempo tudo o que conseguiam ver eram os riscos. Assim, eles desistiram do negócio quando aumentamos nosso lance, e aca­bamos arrematando os imóveis. Em dois anos, conseguimos converter o leasing em compra e nossa aposta começou a render frutos - o número 3.100 da Main Street revelou-se um investimento fenomenal. No cinema, muitos contratos são fecha­dos sob pressão. Se você vacilar, está fora. No caso de Irmãos gêmeos, tínhamos um prazo: a Universal precisava saber se Danny, Ivan e eu estávamos todos dentro. Não houve tempo para os agentes se falarem, então nós três fechamos o acordo em um guardanapo de papel durante o almoço. Simplesmente assinamos e nos levantamos da mesa. Posteriormente, Danny mandou emoldurar o guardanapo.

3. Esqueça o PLANO B. Para se desafiar e crescer, você precisa abrir mão da rede de segurança. No início de 2004, os números da opinião pública em relação às minhas propostas recém-anunciadas de votação popular eram muito ruins; estávamos pe­dindo aos eleitores a permissão para refinanciar uma dívida de 15 bilhões de dóla­res. Nossos especialistas em orçamento já estavam se descabelando.
-        O que vamos fazer se as propostas forem rechaçadas? Precisamos de um pla­no B - disseram eles.
-        Por que assumir uma atitude derrotista? - indaguei. - Se não houver plano B, o plano A vai ter que funcionar. Nós acabamos de anunciar as propostas. Existe muita coisa que podemos fazer para chegar mais perto do objetivo.
Se estiver ansioso, em vez de traçar planos de emergência, pense no pior que pode acontecer se o que está tentando fazer não der certo. Qual seria a gravida­de disso? Logo vai descobrir que na verdade não tem importância nenhuma. Se perder uma eleição para governador, pode ficar humilhado, mas isso é o pior que pode acontecer. Pense em todos os candidatos presidenciais que perdem eleições. As pessoas entendem que é assim que funciona. Considerei que, se perdesse a dis­puta para governador, simplesmente voltaria a fazer filmes e continuaria a ganhar muito dinheiro. Seria um cara livre, comeria bem, andaria de moto e passaria mais tempo com minha família. Assim, fiz tudo o que podia para conseguir o cargo - reuni a melhor equipe, arrecadei dinheiro, fiz uma excelente campanha. Se não ti­vesse dado certo, eu teria dito: “Não deu certo desta vez e pronto.” Quando perdi todas as propostas de votação popular que apresentei em 2005, não morri por cau­sa disso. A vida seguiu seu curso e liderei uma missão comercial fantástica à China. Um ano depois, fui reeleito.
A imagem da infelicidade para mim são os caras que trabalhavam nas minas de diamante da África do Sul quando estive lá, nos anos 1960. As minas ficavam a quase meio quilômetro de profundidade, fazia um calor de 43°C, os trabalhadores ganhavam um dólar por dia e só podiam voltar para casa e visitar a família uma vez por ano. Isso, sim, é estar profundamente na merda. Qualquer coisa melhor do que isso significa que você está bem.

4. É POSSÍVEL DIZER BARBARIDADES BEM-HUMORADAS PARA UM ACERTO DE CON­TAS. Em 2009, meu amigo Willie Brown, ex-prefeito de São Francisco e presidente da Assembleia que ocupou o cargo por mais tempo em toda a história da Califór­nia, estava organizando um evento beneficente para o Partido Democrata no esta­do no hotel Fairmont, em São Francisco, e nós dois pensamos que seria engraçado se eu desse uma passada lá.
Apareci sem ser anunciado e dei um grande abraço em Willie na frente de todo mundo, o que fez metade dos democratas surtar e a outra metade cair na risada. Então um membro da Assembleia recém-eleito chamado Tom Ammiano, também de São Francisco, levantou-se de sua cadeira e começou a gritar na minha direção, apontando para si mesmo: “Este gay aqui quer que o senhor vá se ferrar!” Saiu até na imprensa. Além de político, Ammiano era humorista profissional. Não fiz ne­nhum comentário. Muito engraçado, hahaha. Mas pensei com meus botões: “Vai chegar uma hora em que terei o poder de aprovar leis, e um dia vou receber uma lei defendida por ele...”
Dito e feito: algumas semanas depois, recebi uma das leis de Ammiano. Era uma medida de rotina sobre o píer de São Francisco, mas significava muito para ele. Instruí minha equipe a redigir uma bela mensagem de veto.

Carta foda-se

Alguns jornalistas perguntaram a meu assessor de imprensa se o recado “fo-da-se” tinha sido proposital, ao que ele respondeu: “Não, não tínhamos a menor ideia. Deve ter sido um acidente.”
Na minha coletiva de imprensa seguinte, porém, outro repórter levantou a mão e disse:
-        Pedimos que um matemático lesse a carta. Segundo ele, existe menos de uma chance em 2 bilhões de a mensagem ter sido acidental.
-        Tudo bem - respondi. - Por que vocês não vão lá e perguntam ao mesmo es­pecialista quais eram as chances de um menino da zona rural da Áustria vir para os Estados Unidos e virar o maior campeão de fisiculturismo de todos os tempos, entrar para o cinema, casar-se com uma Kennedy e depois ser eleito governador do maior estado do país? Na próxima coletiva, venham me contar a resposta dele.
Todos os jornalistas riram. Enquanto isso, a seguinte frase foi atribuída a Tom Ammiano: “Fui um idiota, então ele tem o direito de ser um idiota também.” A brincadeira acabou com a tensão. (Um ano mais tarde, depois de sancionar mais uma lei defendida por ele, divulguei um comunicado a respeito que, lido na verti­cal, dizia “d-e-n-a-d-a”)

5. O DIA TEM 24 horas. Certa vez, dei uma palestra na Universidade da Califórnia. Ao final, um aluno levantou a mão e reclamou:
-Governador, desde a crise do orçamento minha anuidade aumentou duas ve­zes. Agora está alta demais. Preciso de mais auxílio financeiro.
-Entendo, é difícil mesmo - falei. - Mas como assim, alta demais?
-Agora tenho que trabalhar em meio período.
-E qual é o problema disso?
-Preciso estudar!
Então falei:
-Vamos fazer as contas. Quantas horas de aula você tem?
-Duas horas um dia por semana e três horas em outro.
-E quantas horas precisa estudar?
-Três horas em cada um desses dias.
-Certo. Até agora, pelas minhas contas, são seis horas em um dia e sete em ou­tro, contando com o transporte. O que você faz no restante do tempo?
-Como assim?
-Bom, o dia tem 24 horas. Já pensou em trabalhar mais, ou pegar mais discipli­nas, em vez de ficar vendo a vida passar?
A turma inteira ficou chocada ao me ouvir dizer isso.
-Eu não estou vendo a vida passar! - respondeu o aluno.
-Está, sim. Você falou em seis horas por dia. O dia tem 24 horas, então sobram 18. Digamos que você precise dormir seis horas por noite. Então, se o seu trabalho em meio período ocupa quatro horas, mesmo assim ainda sobra tempo para na­morar, dançar, beber e sair. Está reclamando de quê?
Disse aos alunos que, quando era estudante, treinava cinco horas por dia, fazia quatro horas de aulas de interpretação, trabalhava na construção civil várias horas por dia, ia à faculdade e fazia os deveres de casa. E eu não era o único. Nas minhas turmas do Santa Monica College e dos cursos de extensão da UCLA havia outros alunos que trabalhavam em tempo integral. É natural esperar que alguém venha pagar sua conta. E o governo deve estar presente para ajudar em caso de necessi­dade real e para fornecer educação. No entanto, se o governo não estiver obtendo receita suficiente por causa de uma desaceleração da economia, todo mundo pre­cisa contribuir e se sacrificar.

6. repetir, repetir, repetir. Quando entrávamos no Sindicato Atlético de Graz, academia onde eu fazia musculação na adolescência, havia à esquerda uma parede comprida de compensado toda coberta de marcas de giz. Era lá que anotávamos nosso programa de treino para cada dia. Cada um tinha seu pedacinho de parede e antes de trocar de roupa fazia uma lista:

LEVANTAMENTO TERRA: 5 SÉRIES DE 6 REPETIÇÕES
ARREMESSO: 6 SÉRIES DE 4 A 6 REPETIÇÕES
DESENVOLVIMENTO DE OMBROS: 5 SÉRIES DE 15 REPETIÇÕES
SUPINO: 5 SÉRIES DE 10 REPETIÇÕES
CRUCIFIXO RETO: 5 SÉRIES DE 10 REPETIÇÕES

E assim por diante, num total de cerca de 60 séries. Mesmo sem saber como es­taria sua disposição no dia, as pessoas anotavam também a carga. Depois de cada linha havia uma sequência de risquinhos, um para cada série planejada. Se você ti­vesse previsto cinco séries de supino, fazia cinco risquinhos na parede.
Então, assim que concluísse a primeira série, ia até a parede e fazia um segundo risco por cima do primeiro, transformando-o em um X. Todos os cinco risquinhos tinham que virar X antes de você passar para o exercício seguinte.
Essa prática teve forte impacto na minha motivação. Eu sempre dispunha do estímulo visual: “Uau, consegui. Fiz o que disse que faria. Agora vou passar para a próxima série, depois para a outra.” Anotar meus objetivos tornou-se uma coi­sa natural, bem como a convicção de que não existem atalhos. Foram necessárias centenas, milhares de repetições para que eu aprendesse a fazer uma ótima pose três quartos de costas, contar uma piada, dançar tango em True Lies, pintar um lin­do cartão de aniversário e dizer “Eu voltarei” do jeito exato.
Se você der uma olhada no roteiro de meu primeiro discurso na ONU sobre o combate ao aquecimento global, em 2007, eis o que vai ler:

Governor Schwarzenegger United Nations Speech
Cada risquinho no alto da página representa uma vez que ensaiei o discurso. Não importa se você estiver fazendo uma rosca bíceps em uma academia gelada ou discursando diante de líderes mundiais: não existem atalhos - o importante é repetir, repetir, repetir.
Faça na vida o que você fizer, das duas, uma: precisa acumular repetições ou quilometragem. Se quiser esquiar bem, precisa ir às pistas. Se for enxadrista, tem que jogar dezenas de milhares de partidas. No set de filmagem, o único jeito de acertar a cena é ensaiar. Se você tiver ensaiado, não precisa se preocupar e pode aproveitar o momento em que as câmeras vão rodar. Ao filmar The Tomb em Nova Orleans, pouco tempo atrás, fizemos uma cena de briga na prisão com 75 pessoas. A coreografia era tão complicada, com dezenas de trocas de socos, engalfinhamentos e guardas da prisão aparecendo para bater nos presos com cassetetes, que só os ensaios levaram metade de um dia. Quando começamos a rodar, todo mundo já estava cansado, mas ao mesmo tempo bastante preparado. A tomada foi um suces­so. Os movimentos tinham se tornado naturais para nós, e a sensação transmitida foi a de uma briga de verdade.

7. NÃO culpe SEUS pais. Eles fizeram o melhor possível por você, e, caso tenham lhe causado problemas, essas questões agora são suas, e quem tem que solucioná-las é você. Talvez seus pais tenham sido excessivamente atenciosos e protetores e você agora se sinta carente e vulnerável no mundo, ou então podem ter sido duros demais, mas não importa - não os culpe por isso.
Quando eu era pequeno, amava meu pai e queria ser igual a ele. Admirava seu uniforme, sua arma e sua profissão. Mais tarde, porém, passei a detestar o modo como ele pressionava a mim e meu irmão. “Vocês precisam dar o exemplo no vi­larejo, pois são filhos do policial”, dizia. Tínhamos que ser crianças perfeitas, o que evidentemente não éramos.
Meu pai se mostrava exigente - era esse o seu temperamento. Ele às vezes tam­bém se mostrava violento, mas não acho que fosse culpa sua. Foi a guerra. Se ele tivesse levado uma vida mais normal, teria sido um homem diferente.
Então eu muitas vezes me perguntei: e se meu pai tivesse sido mais caloroso e gen­til? Será que eu teria saído da Áustria? Provavelmente não. E teria lamentado por isso!
Tornei-me Arnold por causa do que meu pai fez comigo. Resolvi que iria trans­formar o modo como fui criado em algo positivo, em vez de ficar reclamando. Po­deria usá-lo para criar um sonho, estabelecer objetivos, encontrar alegria nas coi­sas. A severidade dele me afastou de casa. Por causa dela fui para os Estados Unidos e trabalhei duro para ter sucesso - e fico feliz por ter feito isso. Não preciso lamber minhas feridas.
Em Conan, o bárbaro, perto do fim, há um trecho que nunca me saiu da cabeça. A fala não é de Conan, mas de Thulsa Doom, o feiticeiro que o obriga, quando me­nino, a ver o pai ser devorado por cães e mata a mãe na sua frente. Quando Conan está prestes a matá-lo e vingar os pais, Thulsa Doom diz: “Quem é seu pai, se não eu? Quem lhe deu a força de vontade para viver? Eu sou a fonte da qual você brota.”
Portanto, nem sempre o que você deve celebrar é óbvio. Às vezes é preciso valo­rizar justamente as pessoas e as circunstâncias que estão na origem do seu trauma. Hoje em dia eu agradeço o rigor do meu pai, minha criação e o fato de eu não ter conseguido nada do que queria na Áustria, pois foram justamente esses fatores que me deram ânsia de viver. Toda vez que ele me batia, toda vez que dizia que meus treinos de musculação eram uma bobagem, que eu deveria fazer algo útil e sair para cortar lenha, toda vez que ele me desaprovava ou constrangia, essas coisas alimen­tavam o fogo que eu tinha no ventre. Era o que me fazia avançar e me motivava.

8. MUDAR EXIGE CORAGEM. Quando eu estava em missão comercial em Moscou, durante meu último ano como governador, reservei um tempinho para visitar o ex-secretário-geral soviético Mikhail Gorbachev em sua casa. Tínhamos ficado amigos ao longo dos anos, e eu fizera um discurso e me sentara com ele em sua festa de 80 anos em Londres, alguns meses antes. Irina, sua filha, preparou um al­moço para nós dois e vários amigos do Instituto Gorbachev. Passamos pelo menos duas horas e meia comendo.
Sempre idolatrei Gorbachev pela coragem que ele teve ao desmantelar o siste­ma político no qual foi criado. Sim, a União Soviética estava com problemas fi­nanceiros. Sim, Reagan havia exaurido o país e os soviéticos estavam acuados em um canto. Mas o fato de Gorbachev ter tido peito para abraçar as mudanças em vez de oprimir ainda mais seu povo ou começar brigas com o Ocidente sempre me impressionou. Perguntei a ele como tinha conseguido. Como fora capaz de mu­dar o sistema após ter sido doutrinado desde a infância a ver o comunismo como solução para todos os problemas, e depois de alcançar uma posição de liderança no partido na qual era necessário demonstrar paixão pelo sistema o tempo todo? Como conseguira ter a mente tão aberta? “Trabalhei a vida inteira para aperfeiçoar nosso sistema”, disse-me ele. “Mal podia esperar para chegar ao cargo mais podero­so, pois pensava que nesse momento poderia resolver problemas que só o líder pode resolver. Quando cheguei lá, porém, percebi que precisávamos de mudanças revo­lucionárias. As coisas só eram feitas se você conhecesse alguém ou pagasse a alguém por debaixo dos panos. Que sistema era esse? Estava na hora de acabar com aquilo tudo.” Talvez sejam necessários 50 anos para as pessoas entenderem o que Gorba­chev conquistou. Estudiosos debaterão para sempre se ele fez tudo como deveria. Eu não vou debater isso; simplesmente achei incrível o que ele fez. Fico perplexo com a coragem demonstrada por esse homem não em troca de uma gratificação imediata, mas para buscar o melhor rumo para o país em longo prazo.
Para mim, Gorbachev é um herói do mesmo quilate de Nelson Mandela, que su­perou a raiva e o desespero de 27 anos na prisão. Quando lhes foi dado poder para sacudir o mundo, ambos escolheram não destruir, mas sim construir.

9. CUIDE DE SEU CORPO E de SUA MENTE. Um dos primeiros conselhos que per­maneceram na minha mente foi o de Fredi Gerstl, inspirado em Platão. “Os gre­gos criaram as Olimpíadas, mas também nos deram os grandes filósofos”, dizia ele. “É preciso construir a mais refinada máquina física possível, mas também a mais aguçada máquina mental.” Concentrar-me no corpo nunca foi um problema para mim, e mais tarde me tornei realmente curioso em relação ao desenvolvimento da mente. Entendi que ela é um músculo que também deve ser exercitado. Assim, deci­di treinar meu cérebro e ficar inteligente. Tornei-me uma verdadeira esponja e pas­sei a absorver tudo à minha volta. O mundo se tornou minha universidade, e desen­volvi uma grande necessidade de aprender, ler e acumular conhecimento.
Para quem se destaca pela inteligência, o contrário se aplica. Essas pessoas preci­sam exercitar o corpo diariamente. Clint Eastwood pratica exercícios físicos mesmo quando está dirigindo e atuando em um filme. Dmitri Medvedev trabalhava horas a fio quando era presidente da Rússia, mas tinha uma academia em casa e malhava duas horas por dia. Se os líderes mundiais têm tempo para isso, você também tem.
Muitos anos depois de Fredi Gerstl, o papa me falou sobre a mesma ideia de equilíbrio. Fui visitar o Vaticano com Maria e os pais dela em 1983, e tivemos uma audiência particular com João Paulo II. Sarge falou sobre espiritualidade, porque era especialista nisso. Eunice perguntou ao religioso o que as crianças deveriam fa­zer para se tornar pessoas melhores, e ele respondeu: “Rezar. Só isso.”
Eu conversei com ele sobre sua rotina de exercícios. Logo antes de viajarmos, eu tinha lido um artigo em uma revista que contava como o papa era atlético e elogiava sua excelente forma física. Para ele, além da religião, a vida consistia em cuidar tanto da mente quanto do corpo, então ele começou a falar sobre isso. Era conhecido por acordar às cinco da manhã, ler jornais em seis idiomas e fazer 200 flexões e 300 abdo­minais, tudo antes do café da manhã e do início de seu dia de trabalho. Ele também era esquiador e continuou a praticar esse esporte mesmo depois que virou papa.
Na época, João Paulo II já estava com mais de 60 anos, 27 a mais do que eu. Pen­sei: “Se esse cara consegue, vou ter que acordar ainda mais cedo!”

10. SEJA ávido. Tenha fome de sucesso, faça questão de deixar sua marca, deseje intensamente ser visto e ouvido, e por ter influência. À medida que for avançan­do e alcançar o sucesso, não se esqueça também de ser ávido por ajudar os outros.
Não fique se vangloriando pelo que já realizou. Muitos ex-atletas passam a vida falando sobre como eram incríveis 20 anos antes. Alguém como Ted Turner, po­rém, passa de administrador da empresa de anúncios em outdoors do pai a funda­dor da CNN, organizador dos Jogos da Amizade, criador de bisões, fornecedor de carne de bisão e detentor de 47 títulos universitários honoríficos. É isso que chamo de ser ávido. Bono Vox começou como músico, depois comprou músicas de tercei­ros, em seguida trabalhou no combate à aids e na criação de empregos. Anthony Quinn não ficou satisfeito sendo apenas um astro de cinema. Ele quis fazer mais: tornou-se um pintor cujas telas foram vendidas por centenas de milhares de dó­lares. Donald Trump transformou a herança que recebeu em uma fortuna 10 ve­zes maior, depois se tornou apresentador de TV em rede nacional. Sarge viajou o mundo até o fim da vida, sempre ansioso por novos projetos.
Muitas pessoas talentosas simplesmente se acomodam. Ficam desejando ainda ser alguém, e não apenas falar sobre o passado. A vida é muito mais do que ser o melhor em algum quesito. Aprendemos muita coisa quando somos bem-sucedi­dos, então por que não usar o que você já aprendeu, lançar mão de seus contatos e fazer mais coisas com eles?
Meu pai sempre me dizia: “Seja útil. Faça alguma coisa.” Ele tinha razão. Se você tiver um talento ou uma habilidade que o deixem feliz, use-os para melhorar seu bairro. Se ainda sentir vontade de fazer mais, vá em frente - terá tempo de sobra para descansar quando estiver no túmulo. Viva uma vida de riscos, uma vida ousa­da, e, como disse Eleanor Roosevelt, faça diariamente algo que lhe dê medo.
Deveríamos todos nos manter sempre ávidos!

Bem é isso aí, até a próxima! 

sábado, 18 de junho de 2016

Você é um verme

Isso mesmo que você acabou de ler, você não passa de um verme que precisa alimentar esse corpo moribundo chamado sociedade.

Para seus filhos você não passa de um ser que financia suas vontades e os tira a liberdade.

Para sua mãe você não passa de um escravo que irá garantir seu aposento e irá limpar sua bunda e trocar suas fraldas.

Para sua mulher, você não passa de um miserável que surgiu em sua vida para sustentá-la e agradá-la incondicionalmente. E que quando você pede para que ela cumpra seu papel de mulher, ela reclama dizendo que a está sufocando.

Para o governo, você não passa de um pagador de impostos otário. Nada mais que um verme para sustentar seus lideres e a máquina.

Para te manter dentro dos eixos, temos seus amigos, os bandidos que te trata como um verme como se devesse todos os seus pertences e salário do mês a eles.

O que mais os faz os dois se aproximarem é a falta de consideração com sua vida e os seres que você sustenta. Tanto faz você morrer hoje, amanhã ou depois. Nascerão mais 5 para manter a engrenagem funcionando. Muito mais mansos e idiotas que a geração anterior.

Até os mendigos com toda sua liberdade irrestrita e a complacência social, te acham um verme que tem dever os sustenta-los.

Logo que o gordo tetinha fez um post sobre isso, a matrix fez questão de revidar. Já mostrando a dependência deles (nas próprias palavras da lombriga aos 00:57 do vídeo) de não criar qualquer tipo de valor para sociedade e que apenas por existir, sempre existirá alguém para os sustentar. O pior pegam vermes retardados que sentem prazer em serem coagidos a fazerem o bem como se fosse um exemplo para todos, mas no mesmo vídeo aos 4:35 o próprio agente da matrix fala a verdade.

Sim eles gostam é da rua e é lá onde querem ficar! Pois é na rua que eles tem muito mais liberdade que você, idiota, escravo pagador de impostos.

E o que falar de nosso empresariado? O mais corrupto e safado do planeta?

O povo é tão ignorante, iletrado, sem orientação e cultura que se não existissem os sindicatos, teríamos compatriotas se esbofeteando por um prato de comida, pois para quem contrata, sempre haverá crise e os salários sempre serão altos demais. E para piorar sempre colocam na equação toda a burocracia e impostos criado por seus amigos governantes.

Sim, é verdade o que você acabou de ler, sem os sindicatos, a escravidão continuaria. Sinto isso na pele atualmente, trabalho em uma empresa que se não precisasse pagar salário, nem isso fariam. Por isso o esquerdismo ganha de lavada na mente de nossos jovens e com razão. Os sindicatos estão aí para garantir o mínimo de sua categoria e é isso que os empresários irão te pagar e nem um centavo a mais.

Sem punição, eles não estariam nem aí para a sua condição de verme.

E como posso exemplificar isso? Simples! Olhe para o meu querido estado do RJ.

O pior estado para arranjar trabalho.

Ou você nasce rico ou vai para o serviço público. Não há outra alternativa para quem nasce nessa latrina. O resto dos empregos são em terceirizadas, quarteirizadas e já vi até quinterizadas.

Aí eu volto a questão da falta de instrução e orientação. Apresento a vocês dona Damiana.

Repare em seu semblante sofrido.

Esta senhorinha trabalha para o estado como terceirizada fazendo um dos serviços fins que o estado se propõe em fazer. Segurança pública!

Ela Foi contratada através de um convênio com a Subsecretaria de Políticas para Mulheres. Trabalhava na Casa da Mulher, em Manguinhos (favela perigosíssima), na Zona Norte, ajudando mulheres vítimas de violência.

E ela está sem receber salário desde dezembro do ano passado!

durh durh, Ahhh mas o estado está quebrado! Tenha mais compreensão.

Compreensão é o caralho. Olha a dispensa dela!


Ela só sobrevive atualmente através de doações.

Primeiro, o estado só está quebrado por gastar mais do que rouba. Seja por parceiras com empresários, seja por esbanjar mesmo.

Segundo, ela não poderia ficar sem salário, foda-se se a empresa fez essa pareceria escusa com o estado achando que ia se dar bem. Os donos dessa bosta tem que ter o dinheiro para pagar! Vendam seus carros, casas, joias de suas esposas, videogame dos filhos, bando de cornos! E se não pode manter os custos, manda embora porra! Ter prejuízos faz parte de ter um negócio, não se pode ganhar sempre!

Terceiro, orientaria a falar com os conhecidos para ela arranjar outro emprego, pois só assim se consegue algo nesse bostil.

E quarto, botaria bonito na justiça. É claro que todos estão agindo de má fé, poderia levar 10 anos, mas reaveria todo esse dinheiro com juros e correção monetária.

Link da reportagem: http://glo.bo/1XUbRQc

E não é só o na UERJ, é o estado todo nessa porra!

No hospital Rocha Faria tem uma cabeçada que foi dispensada, sem salário, pagamento de nenhum direito e nem baixa na carteira tiveram!

Link da reportagem: http://globoplay.globo.com/v/5095069/

Só imagino depois das olimPiadas o quanto essa montanha de merda vai feder.

E como se consegue deixar de ser verme aqui honestamente?

Simplesmente, não tem!

Só se consegue galgar algo melhor nessa bagaça conhecendo as pessoas certas, inflando artificialmente números, conexões amizades e etc.

Até o Raiam já cantou a bola sem querer em um dos posts dele.

Hackeando tudo com o melhor life hack existente. GRANA!
Link: kaozeiro do caralho!


Só se consegue navegar acima desse mar de bosta passando os outros para trás. Soube até de uma das formas de se sugar mais dinheiro de vermes incautos em cursos de inglês.

Sim, falo da empresa do Flávio, o seu sucesso de faturamento não está no curso de inglês, mas sim no material que é feito na modalidade de venda casada.

Descobri isso com um conhecido meu que foi fazer o curso, comprou o material que é necessário para o andamento das aulas.

Até aí nada estranho, só que eles dão uma bonificação para você cliente que outros concursos não fazem!

Se você quiser desistir e  ser reembolsado do material que não usou antes de completar um ano, você pode! Desde que estejam lacrados.

Só que em menos de 3 meses você já abriu todos os livros! Já que o curso foi desenhado para que você tenha que abrir todos eles, para usar pelo menos uma parte de cada um deles. Sendo que você compra esses livros para o curso inteiro!

Quer mais detalhes? Clica aqui. Não é só uma reclamação desse tipo. São várias!

ahh dur dur, mas essa reclamação foi feita antes dele recomprar a empresa...


Amigo! Esse meu conhecido entrou nesse curso recentemente! Ou seja, a única conclusão que eu tiro disso é que essa prática, já é muito antiga!


É... esse negócio de deixar de usar pessoas e amar coisas não se aplica a nosso amigo Flávio. Vejo que ele não passa de mais um dos grandes empresários mesquinhos deste bostil.

Não era de se esperar mais de uma pessoa que faz parcerias com piramideiros como o Erico rocha. Que vendem sonhos e esperança a vermes sofridos e desesperados sedentos por uma mudança de vida através de fórmulas mágicas que prometem mudar sua existência irrelevante de uma forma rápida e fácil.

Não acredita? Tá aí o link: https://youtu.be/LX-T8EQByfc

Acorde! Você só é mais um escravo adestrado. Você não é especial! Você é facilmente substituído por qualquer outro que se mostre mais fiel e sagaz.

Aliás, se cachorros tivesse polegares opositores, prefeririam criá-los e adestrá-los em vez de te contratar, pois possuiriam seres muitos mais leais e baratos do que um inútil humano como você.


*Mas Pobre Sofredor, por que você apoiou os sindicatos nesse texto se você é libertário? Simples, o libertarianismo só funcionaria em uma população com consciência política bastante avançada, em  um povo culturalmente livre para escolher e não esta merda que chamamos de democracia que os esquerdistas tanto defendem. Trocam-se as fraldas, mas elas já vêm sujas da mesma maneira. O povo gosta de se fuder e transformam suas tragédias em comédia, usam da esperança como forma de se manter alegres e vivos, alimentado seus vícios e esperando por um melhoria instantânea como um prêmio na loteria ou um presente de algum ser divino.

Adendo: Leiam esse ótimo post do Spotniks explicando como o RJ chegou ao “estado de calamidade pública” http://spotniks.com/o-rio-de-janeiro-faliu-e-o-brasil-tem-muito-aprender-com-essa-historia/

1 em cada 5 trabalhadores são empregados da máquina pública. PQP! Que estado de merda!

sábado, 21 de maio de 2016

A vida de um beta

*Escrevi isso faz algum tempo em um comentário de algum blog. Como ficou bom, ainda dei até uma melhorada, resolvi transformar em um post. Espero que gostem.

É amigo, depois quando você faz 18, querem te expulsar de casa dizendo que você já é homem, mas esquecem de que para poder trabalhar ainda tem que esperar para receber a maldita carteira de reservista ou cumprir um período no quartel.

Quando consegue o primeiro emprego a muito custo, não chega a um salário mínimo.

Fez o Enem, tomou bucha, pois sua educação foi toda em uma escola pública lixosa.

Com a miséria que você começou a ganhar agora se vê obrigado a pagar um curso para aprender o que não foi dado em 11 anos de ensino, tudo para tentar ser alguém na vida.

Seus pais vivem te pressionando para pagar as contas, dizem que é um fracassado, pois não arranjou uma namorada e que do jeito que está nunca vai ser alguém na vida.
Mas eles fazem questão de esquecer que a situação que você se encontra hoje é grande parte causada por eles.

No trabalho, você conhece o "amor" se apaixona por uma coleguinha, mesmo ela sendo 1 milhão de vezes mais experiente que você (Kms de vantagem), mas finalmente você tem uma namorada.

Você mostra as fotos para os pais a fim de demonstrar a nova conquista que só conseguiu através de muita luta (aparentemente você não tinha muito a oferecer).

Eles olham com ar de reprovação, dizem que ela não é pra você, que é uma piranha vagabunda, falam várias verdades na sua cara, usando argumentos construídos em cima do que você contou a eles, mas você não dá ouvido, pois todos os seus colegas do trabalho acham seu relacionamento legal e ela te corresponde psicologicamente do jeito que você sempre viu na TV e nos livros infantis.

Aos poucos ela vai se tornando outra pessoa, ela termina com você, sua única vontade agora é esquecer seu semblante, fica doente e não consegue nem comer direito então trata logo engatar em outro relacionamento.

Já se achando experiente, fica confiante e acaba achando que é a pessoa que está comandado a relação.

Enem chegando, tensão aumentando. Você acorda com os mnemônicos matemáticos e dorme com os de física. Nunca tinha estudado tanto em tão pouco tempo.

1º dia da prova, mal se passam 2 horas você só está pensando em chegar a casa e dormir. Não aguenta mais ver tantas letras, tanta injustiça social. Aquele assunto do momento que tanto se aprofundou nem sendo citado, mas o que buzzfeed escreve sendo transcrevido naquelas páginas. Assuntos do Catraca Livre, falando que a modernização do ambiente de trabalho está causando a fome e desemprego e várias outras notícias desconectas da realidade.
Não aguenta mais ter que ficar marcando bolinha, já está entrando em desespero, já foi no banheiro 3 vezes e ainda não conseguiu pensar em como começar aquela maldita redação.

O fiscal de prova diz que só tem mais Meia hora de prova. Te bate o desespero, você faz a redação de qualquer jeito e entrega.

Chega a casa, deita na cama sem ao menos tomar banho, de bruços começam a sair lágrimas de seus olhos, pois você sabe que praticamente queimou dinheiro pagando aquele curso caríssimo e que tudo aquilo que estudou não valeu de nada para a prova.

Começa a pensar em todos os erros que cometeu durante a infância, humilhações sofridas, falta de carinho e reconhecimento. Coloca o travesseiro em cima da cabeça e dorme em toda sua insignificância.

Ainda não é verão, de acordo com o calendário, mas está fazendo um calor miserável.
Você acaba acordando mais tarde com o barulho de mosquitos te perturbando, ensopado de suor, já que seus parentes inúteis o viram dormindo e nem se prontificaram para ligar o ventilador e diminuir o seu sofrimento.

Vê que é tarde e lembra-se que amanhã tem mais um dia de tortura. Toma um banho faz um lanche, lê algum material e volta a dormir.

2º dia da prova - Acorda o dia com caganeira (provavelmente por conta do nervosismo), torce para que passe logo.

Vai aos pais, pede dinheiro para a passagem e o lanche, pois seu vale transporte já acabou e o que tinha de grana, gastou com a namorada. Com muito contragosto eles só te dão uns trocados para a passagem e você ainda tem que inteirar a volta.

Chegando lá, tenta manter a mente alerta (não tinha conseguido dormir direito a noite anterior), conta as moedas que estão sobrando no bolso e compra um fofura com um Guaravita, come na rua mesmo debaixo do sol quente, pois os portões ainda estão fechados.

senta gostoso te pago um guaravita
Não tem mulher, quem não quer.

Doido para lavar as mãos e o rosto, você tenta entrar com a manada assim que abre os portões. Entra no banheiro e não acredita no que vê.

Como o banheiro de uma universidade pode ser tratado dessa maneira?
Portas quebradas, vasos sujos e sem acentos, torneiras quebradas e sem papel para secar as mãos ou limpar a bunda.

Então pensa: Tomara que só nessa universidade seja assim e a que vou passar vai ser a melhor!

Lava as mãos e vai para a sala.

Começam as provas, você acha moleza, todo aquele tempo decorando aquelas musiquinhas, todos os cálculos que você faz bate com as respostas, é incrível como você está achando aquilo fácil.

Quando em menos de uma hora de começo de prova, sua barriga começa a dar pontadas. Você começa a se desesperar, mas sente que ainda dá para segurar, só de pensar em usar o banheiro naquele estado, já te arrepiava a espinha. O último concorrente que saiu para o banheiro está demorando. Você já se prepara para a sua volta.

Mal ele entra e você se levanta todo torto, te passam o detector de metais e vai o mais rápido possível para o banheiro. Chega ao mictório esperando que seja só urina. Descarrega a bexiga e consegue um pequeno alivio.

Volta para a sala e decide terminar a prova o mais rápido possível. As respostas estavam batendo, então nem dá uma conferida, já vai marcando no cartão resposta, pois quer está em casa quando a barriga der outro aviso.

Com apena 2 horas e meia você termina a prova e a entrega.

No ônibus os avisos recomeçam, dessa vem muito mais intensos, suando frio você reza para chegar logo, mas o ônibus que pegou o motorista faz questão de demorar nos sinais e pontos.
Você reza a todos os santos para que chegue logo em casa e não acredita que além do motorista ser lento, você pegou ainda o da linha que mais dá volta a sua sorte é que é domingo e o ônibus não lota e conseguiu um assento.

É de tarde, está fresco, mas seu rosto é tomado pelo suor. Você treme mais que uma britadeira, chega ao seu ponto.
Desce no ônibus como o flash, mas anda igual ao cadeirudo.
Chegando a casa você chega a seu trono para enfim ter o tão esperado alívio. Só saem gases.



Após várias brigas iniciadas por sua namorada, ela te pede um tempo. Você dá esse tempo a ela. Várias de suas amigas te dão mole, mas você não cai em tentação, pois é fiel. Idas e vindas, você vai levando o relacionamento, cada vez pior.

Passa o ano novo, vêm os gabaritos e notas do Enem.

Afoito você vai correndo para ver suas notas. Decepciona-se com a mesma, mas mesmo assim se cadastra no SISU na esperança que a nota dos outros também tenha sido baixa para conseguir uma bolsa de um curso tradicional.
Lá percebe que sua nota só daria para fazer as matérias de licenciatura, como biologia, matemática, letras ou música.

Mesmo com pouco conhecimento você já sabe que os profissionais dessas áreas não ganham bem e que serviria apenas para dar aula, só de lembrar-se dos marginais com quem estudava já te dá calafrios.

Você se imagina como um professor na favela, sendo humilhado por um filho de traficante e tendo que ficar calado para não morrer.

Desesperado, liga no jornal e vê as profissões que estão bombando no momento. Como sempre área de TI (nessa nem você acredita mais, pois tem um cursinho de informática e o máximo que pintou foi formatação de PC por R$20,00), engenharias (você fica triste, pois era uma das áreas que queria), Administração, contabilidade e direito.

Uma luz acende acima de sua cabeça. Pensa em fazer um dos cursos da tríade tradicional.
Procura as universidades que conseguiria pagar com a miséria que ganha como operador de loja, após extensas pesquisas acha uma perto de casa e se inscreve.

Um dos motivos que sua namorada vive fazendo inferno é que ela desconfia que ganha mais do que você, com essa faculdade você pensa que sua vida estará feita.

No curso, apesar de não parecer American pie, sempre tem atrevidas que te dão mole, mas você não trai sua namorada, pois é fiel. Sua namorada entra em uma também, em curso diferente e universidade também diferente. Em fotos de redes sociais você desconfia de certos colegas de faculdade dela, mas você não fala nada, pois a sua palavra é a que vale.

Você já está um tempo na faculdade e não aparece um emprego que presta. Resolve entrar em um estágio pagando menos, mas com “menos humilhações”. Você não consegue mais bancar as saídas com a namorada e termina com ela. Não aceita que mal ela terminou contigo em menos de uma semana já apareceu com o status de namorando com outro.

O tempo de seu estágio acaba você não é promovido, não consegue algo melhor. Volta para algo pagando salário mínimo.
Termina sua faculdade com dificuldade, parcela uma formatura, pois todos seus colegas estão fazendo o mesmo e são as únicas pessoas que te restaram como amigos depois que sua namorada o queimou com todos que se consideravam tal.

Recebe o canudo. Tenta trainees de todas as empresas que abriram seleção, nada de passar, pois só contratam indicados, playboys e patys com intercâmbio e segunda língua fluente. Você é tão insignificante que só te mandam um e-mail dizendo que não foi selecionado no ano seguinte, após ter feito uma nova inscrição.

Atualmente continua na casa dos pais, agora desempregado, pois a crise pegou a sua empresa e você foi o primeiro a rodar.

Está com um canudo na mão que não serve de nada. Sem dinheiro, sem dignidade, na bagagem apenas a humilhação de ser corno e capacho dos pais tão fracassados quanto.


Bem essa é a vida de um beta.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Drops: A vida fácil do homem.

Chega ser engraçado como as mulheres reclamam que suas vidas são difíceis.

Perguntam se estão gordas, mas não querem escutar outra coisa que não seja: "Não, meu bem, você está magrinha". Odeiam fazer aniversário, mas ficam chateadas se ninguém lembrar e der presente. Toma sol ao meio-dia untada em óleo de cozinha para depois comprar creme antirrugas e gel para contorno dos olhos. Enche o saco do parceiro para que colabore nos afazeres domésticos, mas o chama de incompetente quando começa a ajudar. Vive declarando-se o quão forte e independente é, mas simula ser fraca e indefesa quando necessita de um homem.

Reclamam de tudo,  o prazer delas está em reclamar, mas nunca que em sã consciência pudesse escolher virar homem, virariam.

Já viram essa entrevista que a Thammy Gretchen deu para o Danilo Gentili? Vejam como é hilário  as interrupções causadas pelos chiliques da esposa e ela/ele reclamando da falta de romantismo dela.


Estava achando que ser homem é fácil? Agora aguenta! hahaha

Bem é isso, até o post de sábado!

sábado, 5 de dezembro de 2015

Porque ser inteligente não é sinônimo de sucesso.

Este post pretende ser bem curto, até porque fala de algo óbvio. Vivemos em uma coletividade cada vez mais emburrecida, quantas vezes você já não deve ter se perguntado se realmente estamos evoluindo. Provavelmente várias né?
Por isso nesse post irei descrever o porquê ser apenas inteligente não te torna bem sucedido, seja na vida pessoal como profissional.

Exemplos de pessoas inteligentes não faltam: Bill Gates, Sergey Brin e Larry Page, Mark Zuckeberg, Nikola tesla, Albert Einstein, Warren Buffett, Ludwig van Beethoven Silvio Santos, Jack Ma e milhares de outros.

O que todos eles têm em comum? Externalizaram sua inteligência transformando suas ideias em algo de valor.

Quando digo valor, não quero dizer dinheiro (grana é só um meio de troca), mas que é utilidade para a sociedade como um o todo.

Imagine se eles ficassem em casa só reclamando da vida e da deficiência intelectual dos outros em vez de focar no que eles faziam de melhor e externalizar seus desejos de mudança.

Sua cabeça é seu cofre, só você sabe o que se passa dentro dela e o que deseja fazer. Teve uma ideia que pode solucionar pequenos problemas do seu dia a dia? Por que não a bota em prática? Precisa de ajuda? Procure alguém que possa ajudar.

Teve uma ideia de um produto ou serviço revolucionário, mas não tem dinheiro para começar a agir? Procure alguém que queira investir, bote suas ideias no papel, use do networking, tenha um bom advogado (mal necessário), procure pessoas por perto de sua confiança e comece por a mão na massa para produzir esse produto ou serviço.

Não conseguiu fundos suficientes para isso? Patenteie, deixe que a humanidade saiba o que você está pensando, quem quiser comprar a ideia irá te pagar por ela, quem cria nunca sai perdendo.

Repare que cursos de pouca utilidade e que consequentemente quando se consegue emprego paga-se mal, são os que lidam apenas com a psique. Pois lidam com o inconcreto e inalcançável e sempre são para a magistratura virando apenas mais um peão do governo.

O ato mais difícil é começar, depois de sair da inércia você verá os resultados rápidos!

Se possível mude de ambiente, às vezes é preciso se livrar de quem te puxa para baixo.

Resumindo: Externalize sua psique, procure pessoas que pensam iguais a você, procure sua tribo, busque se desenvolver pessoalmente que as outras áreas melhoram em conjunto gradativamente.

Em vez de apenas pensar em fazer, faça!

Não adianta apenas pensar em mudar sua vida e fazer as mesmas coisas esperando que dê resultados diferentes!

Musica motivacional:

domingo, 15 de novembro de 2015

Porque fiz Administração e me arrependi - FINAL

Para ler a primeira parte clique aqui.
Para ler a segunda parte clique aqui.
Para ler a terceira parte clique aqui.
Para ler a quarta parte clique aqui.
Para ler a quinta parte clique aqui.

Neste post irei demonstrar como o curso de administração, se não for o pior é um das piores carreiras a se escolher.

Começando pela quantidade de vagas ofertadas.
Obedecendo a lei da oferta e procura, sabemos que quanto maior a oferta de determinado produto ou serviço, menor será o seu valor. Só  levando em consideração essa máxima, já explicaria um dos motivos do preço baixo das mensalidades quando se comparada a de outros cursos.

Fonte: http://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=2782

Mas por que acontece isso? Simples! Lembra-se das três regras que citei neste post? O curso de administração é um dos mais fáceis de oferecer, antigamente só se precisava de uma sala e alguns professores, hoje nem isso é preciso mais, o dono de qualquer instituição de ensino só necessita pedir para seu sobrinho fazer um site e alugar alguma sala uma vez ao mês para realizar as provas.

Aquela imagem acima é de 1997, então se nesse ano já tínhamos mais vagas do que alunos, imagine agora  que uma instituição de ensino pode ter um número de vagas virtualmente infinitas!

Já a falácia de que faltam administradores no Brasil é a mesma da que sobram vagas para engenheiros (mais para frente falarei sobre isso). Na época que escreveram este artigo, só de "administradores" registrados existiam mais de 390 mil.

Em 2012 haviam mais de 1500 instituições oferecendo o curso, houve 833.042 matrículas só naquele ano e a cada dois semestres se formam mais de 114 mil Administradores!

Como vemos no parágrafo anterior o que não falta no Brasil são administradores! Mas por que ainda insistem em dizer que o mercado tem carência deste tipo de profissional?

Simples! Os empregadores querem profissionais prontos para sua empresa, coisa que nunca irá acontecer. Como a oferta de profissionais é enorme, as empresas acabam nivelando o salário por baixo, então aqueles que têm "o perfil" desejado, de maior valor, não se submetem a essas vagas, deixando-as abertas para profissionais "não qualificados".

Grifei as partes mais importantes deste trecho de um artigo criado por uma instituição vendedora de ensino:
[...] uma pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral em mais de 160 empresas e grupos corporativos do Brasil. Segundo ela, 91% das companhias pesquisadas sentem falta de profissionais bem formados nas áreas administrativas como gerência de projetos e gestão de empresas.
A mesma pesquisa havia sido feita em 2011. Naquela época a carência levantada pelos chefes das empresas era de 54%. Ou seja, o aumento do número de pessoas que têm faculdade no Brasil não se igualou a demanda por profissionais de ponta. “É um problema sério. A questão da mão de obra qualificada virou um grande gargalo no Brasil, sem previsão de melhora no curto e médio prazo”, afirmou o responsável pela pesquisa, professor Paulo Resende, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Ainda, segundo o professor, as empresas estão sendo obrigadas a procurar profissionais de administração no exterior.
Fonte: Demanda por profissionais de Administração é grande, diz estudo.
Dizem que faltam profissionais na área, como vemos anteriormente isso é a mais pura mentira, já que, a quantidade de formados é enorme, para não dizer na cara que os nossa formação profissional é um lixo utilizam sempre a mesma desculpa, não são profissionais qualificados, preferem contratar um gringo a capacitar um compatriota. Afinal de contas eles já têm o inglês fluente né?

Exportamos os melhores profissionais e importamos os piores.

Se você abrir o link vai ver o que o resto do artigo foi escrito somente para vender curso. Para fechar com chave de ouro colocaram o relato de um dos raros profissionais que estão satisfeitos ou ainda não caíram na real do quão foi ruim a escolha da sua profissão.
É preciso ver nas entrelinhas a desonestidade intelectual dos donos destes cursos.

Assim como qualquer comerciante eles só querem vender diplomas. E ainda exitem pessoas que acham que estão abafando ao passar no vestibular de alguma uniesquina. Lhe digo o seguinte: Passar em uma provinha dessas é a mesma coisa que ir à casa da luz vermelha e se achar o pegador.

Vendem sonhos, ludibriam seus alunos e são blindados pelo governo. Quem não queria ser o dono de um negócio desses?

O curso é muito generalista, como você pode ver nos meus posts anteriores, economia você aprende mal e parcamente, mas você não é contratado para áreas econômico-financeiros, pois existem os economistas para isso.

Aprende marketing o curso inteiro, mas não é contratado na área, pois contratam quem fez publicidade e propaganda.

Você é massacrado(a) pela quantidade de material relacionado a contabilidade, mas não atua na área, pois existe o contador e você não pode tirar o CRC.

Aprende direito nas áreas trabalhista, constitucional, civil e penal, mas não pode atuar na área porque não é advogado e nem pode tirar a carteira da OAB, aliás o aprendizado é tão parco que não serve nem para concurso.

Não atua na área de logística/produção, pois já existe uma engenharia específica para isso.
É socado um monte de matérias de negociação, tomada de decisão e liderança mas não atua na área, pois os empregadores dão preferência até para os piores engenheiros de suas áreas.

Todas aquelas matérias online que não serviram para nada na uniesquina em uma universidade federal seriam substituídas por material marxista e a economia deles é baseada no Keynesianismo.

Crias de Kaynes

Agora se qualquer um desses profissionais quiserem ser um administrador, eles podem! Sabe por quê?

O conselho só quer o seu dinheiro!
Se você abre sua empresa e não quer pagar um administrador, você compra sua carteira para se regularizar.

O CRA incentiva tecnólogos de outras áreas para que tirem sua carteira de administrador também.
Não há um beneficio para quem realmente fez administração. Os descontos para o profissional são até piores que se você pegar tudo pelo seu cartão de credito ou pegar um plano de saúde/odontológico pela sua empresa.

O valor da anuidade é um absurdo, quase bate a do CREA.

O banco de empregos deles é péssimo, quase não há vagas e as poucas que existem são para todos os tipos de profissionais, tende a zero as destinadas a quem realmente fez administração.

Sua única e real função é estar com as instituições de ensino, realizando palestras para formar mais alunos e profissionais registrados.
 
Os piores engenheiros estão aí para tomar sua vaga.
Do mesmo jeito que dizem que faltam administradores, os vendedores de diplomas e empresas que procuram engenheiros dizem que faltam profissionais no mercado, mesmo que ele(a) seja ruim terá uma vaga garantida para liderar equipes. Dê uma lida nesse artigo: Onde há vagas para engenheiros? Veja 17 cargos promissores, pelo menos metade desses "cargos promissores" deveriam ser preenchidos por administradores, qual a necessidade de contratar um engenheiro para ser vendedor,  ser gerente de relacionamentos, gerir estoques e processos? Até se criarem engenharia da engenharia, eles prefeririam contratar um engenheiro a um administrador. Sempre terá um incompetente morto de forme disposto a competir pela sua vaga.

Omitem varias informações importantes!
Conhece os pais da administração clássica? Frederick Taylor e Henri Fayol? Eles eram engenheiros. Sim amigo(a), engenheiro mecânico e engenheiro de minas, respectivamente.

Sabe porque fazem isso? Para você não parar de jogar seu dinheiro no ralo e procurar qualquer outro curso menos pior.

Sabe aquela mentira que contam que um engenheiro nunca vai ser um bom líder? Grande parte dela é mentira! Sabe por quê? A quantidade de matéria sobre liderança que um administrador tem é a mesma que eles também estudam.

Na administração não dizem que existem os lideres natos e os construídos? Então do mesmo jeito há engenheiros lideres natos, há também os construídos e os engenheiros civis que antes de se formarem eram piões de obra.

Há também os engenheiros de produção, sabe do que é chamado esse curso dentro das engenharias? Administração com cálculo, isto mesmo! Dê uma olhada na grade deles! A única diferença está em sua grade inicial que envolve os cálculos das engenharias. Nunca vi a Desciclopédia falar tanta verdade sobre os cursos de eng. de produção e administração.
 
Engenheiros de produção - Porque o escritório é um lugar perigoso precisando utilizar capacete de peão e a obra é um lugar limpo e tranquilo para usar terno e gravata.

O curso NUNCA deveria ter sido criado.
Não sou eu que estou dizendo isso, mais sim um engenheiro medíocre que fez pós em administração e viu em qual furada se meteu.
[...]nós somos um dos únicos países do mundo que tem curso de Administração a nível de graduação. Inclusive, eu dou aula em um deles. Mas, se você pega países como Alemanha e Japão, não existe curso de Administração a nível de graduação. Fulano tem que fazer Economia. Se ele quer trabalhar com empresa, ele faz Economia e depois uma pós-graduação ou um MBA. Na maior parte dos países desenvolvidos é assim. E nós do Brasil criamos o curso de Administração. E fizemos, na minha opinião, uma coisa errada, porque, quando criamos o curso de Administração, separamos o curso de Economia. Eu não sou economista, sou engenheiro, e fiz mestrado e doutorado em Administração
Fonte: Criação da graduação em Administração no Brasil foi um erro, afirma professor.
O curso superior de administração como um todo é péssimo. Sua desvalorização é generalizada, como dito pelo dotô, nem deveria nem existir, seja ele em federal como em particular.

Imagine ainda todos esses cursos de gestão que vem sendo criados todos os dias nas mais variadas áreas.

Nas uniesquinas torna-se pior, pois todos se apoiam em todos. O networking é inexistente, já que todos estão em péssimos empregos querendo melhorar de vida. Aqueles que conseguem algo melhor por fora, não ajudam seus companheiros para não se queimar, pois sabe as deficiências que seus colegas de sala têm.

No meu relato dos posts anteriores é nítido como só precisei do curso apenas para conseguir um estágio insignificante, pois todos os outros trabalhos foram conseguidos através de relacionamentos pessoais feitos fora da faculdade. Todos os cargos que preenchi eram para ensino médio até o meu último emprego pagava o dobro do que se pagaria para um trainee formado na área.

A deficiência estudantil é clara, não entendem matemática básica a falta de interesse no aprendizado é que é trazido no fundamental e médio ficam claros nas provas, todos colando de todos, os que têm maiores CRs são o que souberam colar melhor.

Essa imagem reflete bem o que são as universidades brasileiras

O que me deixa mais puto é a hipocrisia de nosso povo, ficando mais clara ainda nesse curso.

Todos estão se ferrando em seus subempregos, mas sempre abrem um sorriso quando perguntado sobre seus cursos. Insistem em dizer que melhoraram de vida, mas para mim é só uma forma de não querer se ferrar sozinho e esperar que outros cometam a mesma infelicidade para rir de suas caras.

Ignoram que um curso técnico seria mais eficiente, eficaz e teria muito mais efetividade. As pessoas que ignoram estes fatos devem fazer apenas para dormir melhor de noite, pois se pensarem no caso de perderem seus empregos nem saberão o que fazer, uma vez que seu curso que era para transformá-los em empreendedores os especializou em ser novos escravos do sistema.

Caso me ofertassem o curso hoje, eu perguntaria, vão me pagar?

Porque nem de graça eu faria! Só tempo perdido custaria muito dinheiro!

Calculando o quanto gastei só nas mensalidades daria para comprar um populixo(carro popular) zero km, imagina se o tempo fosse quantificado em dinheiro. No final das contas me formei para virar mendigo.

Prefiro as verdades amargas a doces mentiras, se eu tivesse a orientação que tenho hoje passaria longe deste curso e todos seus derivados (gestão de..[preencha aqui com qualquer lixo]..).

Ser você é um(a) administrador(a) e ficou com raiva da honestidade exporta no texto, saiba que fingir e omitir as verdades não irá tornar o curso dos fracassados menos derrotado.

Se você está fazendo esse curso parta para outro! Mesmo que esteja no final, ainda dá para recuperar o tempo perdido, mesmo perdendo mais dois anos para se formar. Afinal de contas o canudo de administração vale menos que papel higiênico.

sábado, 14 de novembro de 2015

Porque fiz Administração e me arrependi - Parte 5

Para ler a primeira parte clique aqui.
Para ler a segunda parte clique aqui.
Para ler a terceira parte clique aqui.
Para ler a quarta parte clique aqui.

Na empresa sou designado à área financeira, enquanto meus colegas vão para outros contratos. Como o chefe do setor está fazendo um curso para entrar na marinha mercante, raramente aparece no local. Quando ele decide ir ao trabalho me joga um monte de serviço mesmo sem entender nada sobre o que se tratavam aqueles documentos, ajudo no que posso meus colegas, enrolo o que ele me passou até sua volta, não vou fazer algo que envolve dinheiro sem ter entendimento e sem ganhar a mais para isso. Passo apenas duas semanas e vou para um contrato tirar as férias de uma administrativa.

Como sempre o encarregado e eu ficamos responsáveis pela obra, já que o engenheiro responsável nunca trabalha, o arquiteto da obra só chegava atrasado e o técnico de edificações chegava na hora do almoço e saia as 16:00, a administrativa estava acostumada a fazer o mesmo.

Os funças responsáveis do contrato não estavam nem aí também, tinha uma bizarra me querendo, mas não queria nada com a chimpa ruiva. Sempre toda semana tinha alguém fazendo aniversário e sempre tinha festa. Achavam que a vida é ótima, sempre otimistas.

Graças a algumas conversas com o arquiteto consegui melhorar um pouco a depressão. Ele já tinha experiência com empreendedorismo e conquistados mulheres lindas para o padrão dele, sempre vinha com uma revista GQ que eu dava uma lida. Me contou que um dia seu irmão estava chorando por uma mulher, sabe o que ele fez? Deu um tapão na cara dele, disse para engolir o choro e seguir em frente. Todo homem deve fazer isso!

Como o trabalho era pouco. Foi nessa época que comecei a conhecer melhor os PUAs. Pois ainda achava que ter uma namorada me alegraria. Lembrei-me das atuações que um chimpa fazia no 2º grau que eu imitava, tinha um baixo retorno, mas funcionava. Cai na real quando comecei a ler uma das indicações no próprio fórum deles de como entender a mente das mulheres, eu vi os vídeos dos bootcamps e uma foto do seu ídolo empurrando um carrinho de bebê. Pensei comigo mesmo, caramba o fracasso é tão evidente que mesmo fingindo ser o conquistador, as mulheres tratam esses caras como um simples objeto de ostentação. O cara que dizem ser O pegador se vestia igual a um palhaço, se ferrou na vida e agora é o cachorrinho da mulher, até passear com a filha ele tem que fazer, não é possível um negócio desses. Por isso cobram tão caro e escondem o material o máximo possível, grande parte dele é puro lixo!

"Que bela aquisição ídolo!"

Então fui ler as opiniões contrárias as do pensamento do Nessahan Alita. Acabei encontrando o blog da Orca Aronovish, até aquele momento eu achava que o movimento feminista procurava igualdade, (graças a doutrinação que sempre ocorreu no meio acadêmico), então descobri do que realmente se tratava o femimiminismo e conheci o movimento da real e suas tretas.

Obrigado feministas por mostrarem o que o seu movimento realmente representa!

Graças a esse contrato pude me desenvolver intelectualmente, pois utilizava o tempo que não tinha nada para fazer para ler vários artigo e livros, nesse tempo me tornei liberal clássico. Só existia muito trabalho no final do mês com o fechamento dos relatórios. Queriam que eu ficasse depois do horário, mas quem disse que eu ficava? Eu era o único que chegava todo dia pontualmente e minha melhor desculpa era que tinha que ir a faculdade, por trabalhar em local insalubre ganhava um adicional e conseguia guardar um troco.

7º Semestre:

Agora só tínhamos dois dias de aula. Sim dois dias! Grande parte de matéria virou online!

Gestão social e ambiental - Como fazer marketing em cima do politicamente correto nas áreas sociais e ambientais. Matéria inteiramente online.

Simulação de negócios - Putz! De novo? Esse negócio não acaba nunca? Mais uma vez online!

Logística - A continuação de gestão de materiais/estoque, agora focado nos custos dos transportes. A avaliação foi uma apresentação do estudo de caso de uma empresa pesquisada e uma prova.

Administração de produção - O professor no primeiro dia já foi dizendo que poucas pessoas passavam na matéria dele.

A matéria era uma extensão de marketing da área do desenvolvimento do produto com a gestão de tempos dos processos, ligados a logística.

Já estava de saco tão cheio que não copiava nada e ficava a aula inteira no celular. Um dia o professor perguntou se eu era assim mesmo, os outros bonobos responderam que sim e não precisava fazer isso porque era um gênio.

Caramba como assim sou gênio? É a mesma matéria de outros semestres só que aprofundada! Gabaritei a última prova sem nem ter tocado em uma página dos materiais dele, ainda tinha gente colando!

TCC - Escolher um tema "ensinado" na grade e decorrer sobre ele. O trabalho consiste em copiar o mesmo assunto de vários autores diferentes, mudar as palavras botar suas respectivas referências e escrever dentro das normas da ABNT.

Foi feito a três mãos. Sim! Três cabeças para fazer um TCC! Deixei um colega puxador de saco arranjar um tema que agradasse os orientadores, a Paty que me jogou na friendzone ficou responsável por revisar o português (nisso ela é muito boa) e eu fazia a revisão das referências bibliográficas, procurava os possíveis plágios e botava tudo na norma. A matéria foi semipresencial.

Estágio Supervisionado - O nome não se relaciona com o que é realmente a matéria. Na verdade teríamos que criar um plano de negócios de uma empresa fictícia, a primeira matéria que realmente tive dificuldade, pois além dos conhecimentos prévios adquiridos, precisaríamos realizar várias pesquisas do setor. Peguei um trabalho que já tinha feito de marketing e o reaproveitei.

O livro que nos guiava era péssimo, o material relacionado do SEBRAE era pior ainda, por ser online dificultava mais ainda ter algum contato com o orientador.

A regra era de ser feita em um grupo de quatro. Uma garota resolveu sair depois de tanto cobrar o material relativo a parte dela, foi ótimo pois ai eu tinha mais liberdade de fazer do jeito que eu queria. A formação ficou igual ao do grupo de TCC, eu, a Paty e o puxa saco. Deixei-o focado no TCC enquanto eu focava no plano de negócios. Como eu já tinha voltado para a sede da empresa utilizava meu tempo ocioso para fazer o rascunho do trabalho e de noite aproveitava o tempo livre para ir à biblioteca encontrar com a Paty e fazer a revisão do português.

A gente descobriu que a uniesquina guardava os trabalhos dos alunos de outros semestres para consulta. Pegamos um que era do mesmo setor produtivo, quando começamos a ler não acreditamos que seria possível um trabalho daquele tipo ter sido aprovado, encadernado e exposto para consulta. Até eu que sou semianalfabeto fiquei surpreso com a quantidade de erros de português a cada página virada. No final do semestre a gente terminou a primeira parte e batendo 70 paginas de puro besteirol.

Ter Cecê (Tum Dum Tss)
 
8º Semestre

No final do 7º período eu fui designado para tirar férias em outro contrato, como já de costume, o engenheiro nunca trabalhava, só aparecia para assinar a folha de ponto, eu fico responsável pelo faturamento do contrato, cobrança dos direitos dos funcionários com a sede, compras de materiais e etc. O encarregado ficava responsável de mandar nos peões e tomar esporro da funça sapatão que queria tudo para mesma hora.

O contrato só dava prejuízo à empresa (dane-se) e para minha saúde, nem insalubridade ganhava mais, fiquei tão perturbado que estava decidido arranjar outro, só continuei porque o encarregado falou: fica pelo menos até acabar sua faculdade.

Terminou o contrato voltei para a sede, agora o setor financeiro tinha um chefe posto a força enquanto eu estava passeando pelos contratos, ele teve que aprender tudo sozinho, como era parente do dono já tinha recebido um agrado para isso.

Recebo uma ligação de uma empresa que me cadastrei no 1º período oferecendo estágio, pagava melhor do que emprego, mas não pude pegar porque o limite era o 6º período. Que vida!

Agora tínhamos somente um dia de aula por semana!

Administração de produção - Continuação da matéria com o mesmo nome do semestre anterior, nenhuma novidade. Não lembro se a aula era lecionada pelo mesmo professor. A matéria era só mais enrolação, passava metade do tempo conversando com os outros bonobos na cantina.

Simulação de Negócios - AHHH!!!!!

TCC continuação - Agora para economizar tempo e trabalho a uniesquina pede para os grupos se juntarem e escolherem o trabalho que iriam entregar.

Escolhemos o trabalho que eu estava fazendo com a Paty e o puxa saco, o grupo ficou desta vez com seis cabeças! O objetivo agora era pegar o trabalho do semestre anterior resumi-lo para no máximo 20 páginas, contando com a capa e contracapa e realizar uma pesquisa de como aquele assunto estava sendo aplicando dentro de duas empresas. Assim como os outros bonobos inventamos grande parte da pesquisa, ninguém iria ter o trabalho de conferir para saber se os dados eram realmente sólidos (por isso não acredite em estudos absurdos, ainda mais esquerdistas).

A matéria foi toda online, não existiu apresentação, o trabalho foi impresso e entregue em CD.

Um tempo depois passei uma cópia para um ex-colega de trabalho, eu reli e vi quantos erros de português tinha naquele trabalho. Espero que não tenha sido publicado.

Estágio Supervisionado continuação - Aconteceu a mesma coisa com TCC, juntaram os grupos e era tanta gente que nem lembro a quantidade certa, a vadia que tinha debandado na primeira parte estava de volta. Utilizamos do meu trabalho, pois era o que estava com a melhor construção.

O que dava mais trabalho era ficar cobrando as partes das bonobas, só tinha eu como líder e o puxa saco de homem no grupo. Fiquei com as partes mais difíceis, pois saberia que as bonobas não teriam a capacidade de fazer, o trabalho delas estava um lixo, o prazo estava acabando e o material que elas me enviavam não só servia para limpar a bunda, praticamente refiz suas partes, para piorar o trabalho que a gente estava usando como base, os balanços não batia, o fluxo de caixa estava errado e na hora de fazer os índices ainda tive que lidar com conflitos de autores.

O trabalho final ficou com mais de 130 páginas, não houve apresentação e nem entrega em CD, o professor só pegou o trabalho impresso e deu 10 praticamente para todo mundo.

Viva aos novos formandos!

Tentei resumir ao máximo possível, a minha experiência profissional, pois não poderia deixa-la de fora já que será necessária para o entendimento da explicação.

No próximo post eu vou irei fazer as considerações finais, com minha opinião do que achei do curso, dados que comprovam a mediocridade do mesmo e porque aconselho ficar longe dele.

Para ler o último capitulo clique aqui.

Você não vai ficar rico tentando ficar rico

Começando com esse título chamativo venho aqui trazer o óbvio. Você não vai ficar rico(a) tentando ficar rico(a)! Se você quer deixar de ser...